Centro de Treinamento - Clandestino

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Centro de Treinamento - Clandestino

Mensagem por Emily Lisbeth Stoker em Sex Jul 06, 2012 5:51 pm

centro de treinamento


Sendo o Distrito 2 um carreirista, eles treinam para os Jogos antes mesmo de saberem seus tributos. Ali, uma área reservada, estão armas e equipamento de batalha. É uma clareira no meio da floresta. O chão, coberto de folhas, ás vezes possui alguns buracos, como tocas de animais. O lugar é absurdamente escuro.

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Re: Centro de Treinamento - Clandestino

Mensagem por Samuel Esteven Hantris em Seg Mar 25, 2013 8:13 pm


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Não havia sido eu, ao menos não desta vez. Esse pensamento reconfortante vagava por minha mente desde o dia da colheita. Soava tanto animador quanto triste. O lado bom é que eu teria mais tempo para me preparar, um prazo maior em que poderia decidir minhas estratégias e considerar quem seriam os melhores aliados para se ter. O ruim... Bem, o ruim é que os Jogos Vorazes nunca deixarão de ser uma competição visando à diversão dos cidadãos de Panem ao ver espadas embebidas em sangue fresco. Chega a ser irônico o pensamento que tenho, é tão conformista que pouco ou nada me lembra do garoto revoltado que habita meu interior, aquele sim não se deixaria oprimir por simples leis. Mas os tempos mudam, as estações seguem seu ciclo e eu não haveria de parar no tempo. Agora podia bater no peito e proclamar, com todas as palavras, meu desejo de ser o futuro tributo masculino do distrito dois. Por que a mudança de pensamento? Resposta fácil. Eu não quero mais ser o mesmo garoto, a criança que se esconde por trás de máscaras. Se for para morrer... Que seja ao menos com dignidade, melhor do que me ver forçado a participar de algo ao qual não tenho a mínima vontade de fazer parte. Os pensamentos estão conseguindo manter minha cabeça ocupada enquanto digladio com um boneco de aço, este mesmo range a cada novo golpe e parece acabado. Iria parecer estranho, perante outros olhos, existir um local de treinamento bem no meio de um abeto. Também foi estranho para mim, ao menos no começo. Um arrepio sádico percorreu meu corpo, pensar em minha infância sempre provocava tal reação. Ali, na extensa clareira, não era possível enxergar um palmo a sua frente. Os carreiristas tem que se habituar ao escuro, por isso mesmo suas caçadas se empreendem a noite, é nessa hora que tributos normais descansam e ‘nós’ atacamos. Esse pensamento em conjunto me assusta, mas só por alguns segundos, faz parte do processo de habituação e já estou ficando bom em imaginar as inúmeras formas com que posso torturar alguém até a morte.

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Re: Centro de Treinamento - Clandestino

Mensagem por Tricia Joy Graham em Seg Mar 25, 2013 8:57 pm


Eu estava completamente aliviada por não ter que me submeter ao ridículo que estavam expondo os tributos nos Jogos Vorazes. Eu havia sido salva desta vez, entrementes eu não sabia exatamente até quando eu ia ficar livre. Eu ainda tinha dois ou três anos de Colheita pela frente e eu não podia ficar parada. Não podia negar que havia ficado um pouquinho decepcionada também, já que eu não podia mostrar o que eu já sabia para sobreviver à Arena. Tanto faz, agora eu poderia aperfeiçoar os meus conhecimentos, e quem sabe aprender mais também, pois eu justamente não sei de tudo. Melhor, ainda tenho muito que aprender, para ser bem sincera.

O esmagar das folhas na floresta que eu havia acabado de entrar me tirou um pouco da linha de raciocínio, me deixando mais atenta ao caminho, já que eu estava chegando à clareira onde treinamos ─ digo, eu e a maioria dos adolescentes com idade para ser tributo ─ antes dos Jogos estava ficando mais perto conforme eu andava. Minhas adagas prateadas que meu irmão havia me dado de presente de aniversário de doze anos estavam no meu cinturão, mais a faca de cabo de quarenta centímetros estava na parte traseira do cinturão. Eu era fã de lâminas longas. Cheguei ao local no meio da noite, achando que estaria sozinha, entretanto me enganei feio ao achar que era uma das únicas que treinava a noite, justamente neste dia. Alguém desferia golpes em um dos bonecos estáticos com uma enorme lâmina prateada. Uma espada, se não me engano.

Eu queria muito uma dessas, contudo meu irmão achava que eu era franzina demais para usar uma espada. Talvez um sabre, mas espada não. Havia um pouco de cobiça em meus olhos por conta do manuseio do rapaz com tal arsenal, e dei uns passos para frente, na intenção de ser discreta e apenas observar o moço. Minha desatenção aconteceu e denunciou minha presença quando vi que quem estava ali era alguém familiar, então meu pé ficou preso em uma pequena toca de animal no chão e me fez soltar uma exclamação que me denunciou. Dá-lhe TJ, dá-lhe TJ! ─ Ouch! Droga. ─ reclamei. Já havia feito barulho mesmo.

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Re: Centro de Treinamento - Clandestino

Mensagem por Samuel Esteven Hantris em Seg Mar 25, 2013 9:19 pm



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Primeiro o punho vai contra a cabeça, depois a mão esquerda faz seu caminho de encontro ao estômago e por fim um arco é feito com a lâmina extensa. Repito esse movimento mais de dez vezes antes de dar-me por satisfeito. Minha mente ainda vaga em um universo distinto, as cenas de morte vagueiam pelo subconsciente e provocam espasmos de prazer tal qual um viciado em morfináceos ao provar de morfina. Espero que as cenas tirem minha atenção do treinamento, mas apenas intensificam o ardor e fúria com que bato repetidamente naquele metal que assobia com o choque. Já estou a um bom tempo ali, embora seja a primeira vez em que me aventuro a fazer um treinamento noturno. Eu poderia me juntar aos outros rapaz no período da tarde ou manhã, talvez até conseguir fazer com que um embate ocorra longe dos olhos de qualquer adulto. Mas logo aprendi que não é bom demonstrar suas capacidades para outros, eles podem ser de meu mesmo distrito, porém isso não os impede de usar meus próprios pontos fortes contra mim. Outro golpe, desta vez passando pelo flanco esquerdo que fica desprotegido quando os braços se erguem. O retinir é tão alto e agudo que sou privado de outros ruídos que possam ser provenientes do arrastar de folhas que os animais provocam ao trilhar seu caminho. Qualquer pessoa passaria despercebida, menos aquela que resolveu denunciar sua posição com um lamento tão irritado quanto doloroso – Quem está ai? – Digo antes mesmo de girar o corpo sobre os calcanhares. Não mais ataco o boneco metálico, a espada está segura em minha mão direita e a mantenho firme perante aparente escuridão. Forço um pouco a vista e posso ver uma figura desajeitada, parece que metade de seu corpo é a mais alta do que a outra metade. Mais algum tempo olhando e posso reconhecer uma silhueta feminina, depois os cabelos acetinados, um pé afundado no chão e, por fim, o conjunto franzino que difere Tricia Joy das demais garotas do distrito dois. É impossível evitar a gargalhada que escapa de meus lábios. Entre tantas pessoas, tantos futuros alvos onde minha espada poderia embeber-se, tinha que ser justamente aquela garota? Não nos daríamos bem nem se fôssemos as duas últimas pessoas na face da terra. Ela é revoltada, quer provar para o que veio. Eu sou reservado e, ao menos agora, uma máquina sedenta de sangue – Vejo que a moça não olha bem por onde anda. – Sorrio deixando a mostra uma fileira perfeita de dentes. Sei que ela provavelmente terá uma resposta na ponta da língua para meu comentário, mas isso não importa.

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Re: Centro de Treinamento - Clandestino

Mensagem por Tricia Joy Graham em Seg Mar 25, 2013 10:01 pm


Não tinha como negar que não poderia tropeçar na toca de animal na frente da última pessoa que eu queria encontrar nessa vida inútil que eu tenho. Não pude deixar de lamentar mentalmente com a escolha de noite que eu havia utilizado para treinar, soltando um bufo e um longo suspiro, que foi abafado pelas gargalhadas do rapaz que agora zombava da minha cara, sorrindo com seus dentinhos que aparentavam ser artificiais até. Mordi minha língua para não falar um palavrão para Samuel, então apenas acompanhei sua risada de modo irônico, não escondendo o rubor de meu rosto, torcendo para que a má iluminação pudesse ocultar minhas bochechas rosadas. ─ Ah não, é claro que não. Eu pisei na toca de propósito, a visão aqui de baixo é bem mais legal, já que eu sou alta demais e cansa ficar te olhando de cima. ─ Falei, em tom óbvio, engolindo um debate desnecessário.

Utilizei a força da minha perna livre e quase dobrada com a sola no chão, e forcei para cima ─ sentido contrário à cratera ─ o meu pé preso para que eu ficasse livre. Fiz com o máximo de cuidado possível para não torcer meu tornozelo, durante o processo e quando finalmente me libertei a posição estranha que eu me encontrava, fiquei totalmente de pé, em frente ao Samuel que ainda parecia estar se divertindo com a situação hilária lhe foi apresentada para seu entretenimento no intervalinho do treino. Depois eu que sou a pessoa imatura e chata, já que nem ao menos ajudar-me a sair daquela furada ele me ajudou. Acéfalo, mal educado. Mordi minha língua outra vez para não soltar esses adjetivos ao garoto. Ao contrário disso, apenas bufei outra vez, cruzando os meus braços frouxamente em frente ao corpo, perguntando num tom neutro e sem emoção:

─ Vai acrescentar mais alguma coisa que eu deveria fazer na hora de andar, além de olhar por onde eu ando e desviar do seu caminho? ─ Eu sinceramente não estava com tempo para a zombaria do rapaz. Tinha mais com que me preocupar, e treinar sendo influenciada pela raiva não me ajudaria em nada no momento. Hayden havia dito para mim que meu gênio forte devia ser controlado, e eu devia me mostrar fria a indiferente pras pessoas com quem eu não me dava bem. Anyway, não me dou bem com Samuel; e nunca dei motivos para ele ir com a minha cara, contudo ele também não havia sido nada agradável no início de nosso primeiro diálogo. Enquanto ouvia-o, retirei uma das adagas de meu cinturão e vendo se ela estava em condições de uso, conferindo com o dedo na ponta não afiada da lâmina se ea estava bem presa ao cabo ou se ela não estava frouxa.
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Re: Centro de Treinamento - Clandestino

Mensagem por Samuel Esteven Hantris em Seg Mar 25, 2013 10:36 pm



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Suas palavras só serviram para incitar mais ainda as risadas que saiam de meus lábios. Ela tinha essa mania, incrivelmente irritante, de retrucar cada comentário que lhe era dirigido. Mas, dessa vez, superou-se ao fazer alusão à própria estatura. Rolo os olhos e deixo com que o sorriso irônico percorra meus lábios, sinto-me tentado a engrandecer seu comentário e torna-lhe mais sarcástico ainda. Deveria tê-lo feito, apenas por diversão, mas termino baixando os olhos até a lâmina que chega quase ao chão. Seu brilho é sinistro em contraste com a luz do luar, quase tão sádico quanto o sorriso de escárnio que insiste em permanecer estampado em meus lábios. Pelos ruídos posso deduzir que Tricia trava uma batalha particular contra a fenda em que seu pé se meteu. Seria cavalheirismo de minha parte se largasse a espada de lado e estendesse ambas minhas mãos em um sinal de ajuda, é uma pena que não preservo nenhum tipo de sentimento amigável em relação à garota. Apenas continuo parado e observo a cena com aparente divertimento. Tricia, após bons minutos, consegue se ver livre da fenda e fita-me exibindo um semblante desagradável, eu também estaria irritado se passasse pela mesmo situação. Arqueio ambas as sobrancelhas como quem espera um comentário, mas não preciso aguardar tanto tendo em vista que seus lábios já se movem antes que eu consiga pensar em outro modo de provocar antipatia. Novamente desato a rir com o novo comentário da garota, ela realmente parece mais na defensiva do que em ofensiva, isso é tanto divertido quanto decepcionante – Ser feliz um pouco mais para lá seria uma ótima opção. – Sugiro sem deixar que o riso escape de meus lábios. Com o acontecimento acabo por perder um precioso tempo que deveria ser gasto treinando o balanceamento da espada, não me serve de nada ganhar discussões contra uma menina que mal me chega aos ombros. Sem mais retruques, dou-lhe as costas, mas antes consigo vislumbrar o reflexo da lâmina em suas mãos. É uma adaga de considerável valor, posso deduzir tão facilmente pelo cabo incrustado em material de boa qualidade. Falar ou não? Eis a questão. A mão em torno do punho de minha própria espada vai-se apertando, sou curioso demais para continuar fingido que estou só – Um exímio exemplar de adaga. – Escapa de minha boca. Agora tenho que dar continuidade ao diálogo, ao menos é isso que as pessoas fazem após proferir a primeira sentença. Aperto um pouco mais a espada e giro o corpo sobre os calcanhares, desse modo fito Tricia de frente.

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Re: Centro de Treinamento - Clandestino

Mensagem por Tricia Joy Graham em Ter Mar 26, 2013 1:02 pm


Enquanto ele sugeria que eu fosse ser feliz pra lá, continuei fitando a minha adaga sem respondê-lo, controlando o meu gênio ─ e sinceramente eu estava fazendo isso até bem demais ─ dando um giro de noventa graus nos meus calcanhares e fingindo a não-existência de Samuel. Ajeitei a lâmina de minha adaga em minha mão, terminando de examiná-la e preparando-a para arremessar em um dos bonecos que estava do lado do protótipo que o rapaz antes massacrava sadicamente com a sua espada. Antes mesmo que eu pudesse cogitar a ideia de erguer o braço e preparar um arremesso de meio giro da adaga prateada em minhas mãos, a voz enigmática do moço com quem eu não trocava uma relação muito saudável soou em meus ouvidos, falando com alguém sem atacar com ironia. Seria uma outra pessoa que havia chegado ali?

Tirei os olhos do meu alvo estático e olhei pros lados, atrás e até ergui a sola do sapato pra ver se alguém mais tampinha do que eu estava lá. Não, acho que era comigo mesmo. Do que ele falou mesmo? Acho que ele se referia à lâmina em minhas mãos. Olhei pra ele, arqueando minhas sobrancelhas em confusão e finalmente disse para ele, virando-me para ele com incerteza: ─ Hã, é sim. A estética aparenta bastante a qualidade da adaga, mas o que realmente interessa é o estrago que essa belezinha pode fazer nas mãos certas. Lâmina de quinze centímetros, boa pra um arremesso independente da distância. ─ Tagarelei o que eu sabia sobre adagas. Tudo isso fora Hayden que me ensinara com o fim de me deixar pronta para os Jogos, então eu devia ter o máximo de informações armazenadas. Tudo isso era fundamental para a mente de uma campeã. Solto um suspiro, e depois franzo o cenho.

Logo veio em mente o porquê de ter pagado o mico no início do meu horário reservado para treinos. Fitei o rapaz mais uma vez, e passando meus olhos para a arma que ele tinha em suas mãos, absorvendo um brilho prateado que exalava a periculosidade que a espada apresentava. Lhe dei um sorriso discreto e fechado, apontando com o queixo para a enorme lâmina, dizendo ─ Você também tem contigo uma belíssima peça de arma branca.

Sustentei o diálogo, questionando mentalmente se eu fazia certo em fazê-lo, já que a qualquer momento Samuel poderia assumir sua posição ofensiva verbal novamente e não queria ser a causa disso. Voltei o corpo novamente para frente do boneco ainda intacto, considerando a ideia de não ter que utilizar a adaga hoje, mas eu já havia caminhado até aqui mesmo. Segurei firmemente a parte não cortante da adaga entre o polegar e a parte lateral de meu indicador e dobrei o braço num ângulo reto, erguendo a lâmina. Impulsionei meu braço para frente, com a mão frouxa e deixando escapar lâmina da adaga de meus dedos e observei o mesmo soltar um zunido de metal cortando o ar, dando um meio giro até a adaga cravar-se no boneco com um baque surdo.
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