101° Hunger Games

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101° Hunger Games

Mensagem por Emily Lisbeth Stoker em Sex Set 07, 2012 4:57 pm

A Colheita


Consiste em um gatilho de arma gigantesco. São 12, no total, onde os adolescentes futuros tributos ficam no lugar das balas. Ouvem-se tiros, 12 exatamente, e tudo começa a girar, girar, girar... Até que para. Em um tributo feminino, primeiro. E depois volta a girar, escolhendo o tributo masculino.

x O post deve ter mais de 10 linhas
x Nada tão complicado, não precisa fazer a Bíblia. O critério de avaliação será em como você escreve, se bem, ou se mal, e seu nível de interação.
x É OBRIGATÓRIA a postagem na Colheita. (exceto para o Distrito onde já foram escolhidos os dois tributos) O morador de Panem que não postar corre o sério risco de virar Avox.
x Os posts podem ser feitos até 25 de Setembro
x Deve-se postar até a parte em que a roleta PARA. O player que postar algo além disso (por exemplo, que foi sorteado) virará Avox imediatamente.

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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Aislinn Heminges Fox em Sex Set 07, 2012 6:13 pm

A exatamente um ano atrás duas pessoas foram escolhidas para a morte apesar de orgulhosos de mais não poderem ver com clareza para onde estavam sendo levados, pensando em levar honra a sua família ficaram cegos ao que realmente estava a sua frente. Nosso distrito era forte mas isso não nos impedia de todo ano perdermos uma pessoa, ou duas. Apesar da renda financeira que muitos aqui tinham poucos eram os que viviam sem paz, entre eles, eu. Seria a quinta vez em minha vida em que subiria naquele palco e temeria por ser chamada, passaria os piores momentos do ano ali, e estava tão próximo que era tão incrível como eu já não estava louca. Dei uma última arrumada no laço que prendia parte de meu cabelo e algumas batidinhas do vestido que havia preparado a semanas, sem dúvidas era o melhor que eu tinha, meus pais felizmente me deixaram uma boa quantia de dinheiro antes de partirem, e junto a isso uma casa aonde eu poderia morar, ainda me intrigava saber que o ultimo desejo de meus pais era honrar nosso nome, eu não queria isso, na verdade não queria ter o mesmo fim que meu avô tivera, se voluntariar e morrer logo na cornucópia? Meus pais ainda viam isso como uma vergonha, e quem melhor para apagar isso do que sua única filha? Eles nunca tiveram realmente pena de mim.

Sai de casa silenciosa, meti a chave da porta dentro de minha jaqueta e rumei junto a uma família qualquer para a praça principal. Novamente minhas mãos tremiam e suavam, minha aparência era de ter visto a própria morte quando finalmente avistei os grandes televisores. Olhava ao meu redor, pessoas sorrindo zombeteiras, me olhavam como se não fosse digna do ar que respirava. Nunca havia treinado, nunca havia tido sequer dom a não ser minhas mãos delicadas, ótimas para tecer qualquer coisa, dádiva herdada de minha avó. A praça estava a mesma que eu havia visto a minha vida toda, os moradores rodeavam a praça enquanto nós, futuros tributos entravamos em uma fila para a morte. Deixei uma das pacificadoras recolher uma amostra de meu sangue e ignorei o dedo dolorido continuando a caminhar para os gatilhos. Pude sentir os olhares não somente sobre mim como também sobre aos garotos ao meu lado, eles murmuravam besteiras relacionadas a mim julgando somente pelo meu estado. Não os culpava, afinal parecia que somente eu estava branca como uma nuvem, tentei sorrir, ao menos levantar o canto de meu lábio quando o filme da capital passou, o ignorei afinal já estava cheia do mesmo, tanta destruição e mensagens de arrependimento já não me abalavam, eramos o segundo distrito a ser sorteado, não prestei muita atenção nos tributos do um, mantive minha mente focada em meus pés que pareciam querer perfurar a terra e sumir dali.

A mulher no centro do palco sorriu como se não soubesse da desgraça que estava por vir, mas quem era ela para reclamar? Nunca tivera que passar por tal humilhação em sua vida, bem, eu acho. Ela girou a roleta das meninas e os nomes se misturaram e misturaram. Foi bem rápido até, porém para mim era algo similar a anos e anos se passando enquanto eu desejava que aquele pesadelo logo logo acabasse, e então,a roleta parou.
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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Sophie Annie Bittencourt em Sab Set 08, 2012 5:36 am

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A Colheita
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Kill or Die
Sweet dreams are made of this Who am I to disagree? Travel the world and the seven seas Everybody's looking for something Some of them want to use you Some of them want to get used by you Some of them want to abuse you Some of them want to be abused ---
Acordo me remexendo na cama de um lado ao outro, na verdade puramente tentei dormir novamente durante algum tempo, mas a agitação vencera o cansaço e eu acordei, meus olhos se abriram para um ambiente escuro e calmo... Meu quarto ate parecia um quarto de boneca, milimetricamente organizado para uma. O grande problema de minha mãe e que ela não aceitava o fato de eu não gostar muito da quilo... na verdade eu não gostava MESMO daquilo, ate porque não tinha mais 6 anos de idade e não havia mais necessidade se que ela fizesse tudo para mim. Aquilo me deixava irritada, muito irritada não sei bem o porque Louise minha irmã consegue lidar melhor com nossa mãe mas minha relação com ela sempre foi bem estreitada; Em comparação a isso minha relação com meu pai e um pouco diferente... mesmo não conversando muito trocando olhares já sabemos o que esta acontecendo um com o outro quase como mágica... Algo assim jamais aconteceria com minha mãe e eu....
O dia ainda nem havia tomado o céu para si quando decidi levantar da cama, a casa ainda estava silenciosa então decidi por deixa-la assim mesmo.... O corredor não era muito longo ate a escada porém meu quarto era no final de modo que tive de pisar muito levemente no piso para não fazer barulho; Do canto da porta podia ter uma imagem nítida de minha irmã que continuava dormindo lindamente, em algumas horas talvez nem mesmo a calma dela aguentaria a tensão do momento do sorteio... Desso as escadas levemente me preocupando especificamente com o 27º degrau que rangia... Eu pulei ele com exatidão, embora não pudesse chamar especificamente aquilo de exato! O sol ainda não havia aparecido e ao olhar o relógio me dou conta de porque ainda não tinha dado as caras, eram quatro e quarenta e oito da manha, o sol se pusera há algum tempo e só voltaria a raiar daqui algumas horas... O tédio começou a tomar conta de mim aos poucos, primeiro peguei um grande como d'água e fui bebericando aos poucos, mas por pura sorte ou azar a água acabou após alguns minutos, decidi então por achar alguma coisa para me entreter, talvez algo na sala ou fora de casa, tentei primeiro a sala com preguiça de andar ate o lado de fora de nossa casa mas sem sucesso tomei coragem e fui ao lado de fora de nossa casa.
Minha casa era uma casa bonita, não tão grandiosa mas bonita, moravam eu minha irmã e meus pais ali. Bem perto uma área verde, pequena mas interessante se projetava em nosso caminho, como o tédio havia me consumido eu decidi me "aventurar" as arvores... Alguns minutos depois porém cansada me recosto sobre o tronco de uma arvore e fecho os olhos, para mim não passou de um minuto mas quando abri novamente os olhos o sol já estava forte sobre minha face, me levantei rápido presumindo um horário curto ate a colheita e estava certa, eu havia pegado no sono e faltava pouco mais de uma hora para a colheita começar. Eu subi rápido ate meu quarto que havia tomado para si uma tonalidade caramelo em contraste a luz do sol, Minha roupa já estava em sima de minha cama milimetricamente arrumada provavelmente obra de minha mãe; Em qualquer outro dia do ano eu jogaria a roupa no fundo do armário e pegaria algo totalmente diferente para mostrar a ela que eu não sou uma boneca ou então uma menina de 6 anos de idade u.u porém hoje era uma ocasião diferente e a colheita demandava algo um pouco mais "formal".
Fui então "me lavar" antes de me vestir para a colheita... Após o banho então encaro mais uma vez o vestido, ele não era feio tinha algumas rendas e era longo, tudo bem que eu possa estar parecendo doida o que de fato eu sou tomada as circunstancias mas tenho que admitir que estava bonita naquela produção... Termino de me arrumar prendendo o meu cabelo com um elástico da própria cor de meu cabelo. Bem a tempo quando estou totalmente arrumada um sinal sonoro nós avisa, falta meia hora para a colheita todos nós já sabemos. Desso ate a porta onde abraço meu pai e minha mãe, minha irmã Louise faz o mesmo e depois seguimos para a praça da cidade em frente ao Prédio da Justiça onde a colheita e feita. Meus pais obviamente irão a colheita já que e um evento obrigatório porém irão ficar longe dos jovens que podem ser eleitos tributos; Ao chegar a poucos passo da praça seguro a mão de minha irmã com um segundo de atraso ela percebe e se volta para mim com uma feição que interpreto como uma pergunta:
- Lou.... Boa sorte....
Um olhar engraçado se segue e então um longo abraço. Logo estava na fila... Haviam muitas crianças ali as com idade de doze anos pareciam um misto de pavor e alegria... Meu distrito era um daqueles em que você podia ver o sorriso no rosto das crianças enquanto a colheita se seguia e para capital isso era um deleite, lembro-me bem das expressões dos tributos do ano passado, pavor não era com total certeza, volto ao planeta terra quando sinto uma voz feminina dizer próximo, percebendo que era eu logo estendo minha mão direita para que ela possa me colocar no sorteio, uma picada no dedo depois um toque para que seu sangue fique no papel, ela passa o identificador e pronto agora eu estou oficialmente no sorteio dos tributos desta edição dos jogos.... Como se já não estivesse u.u eu tenho 16 anos então obviamente o meu nome esta la mais de uma vez o que não e muito bom para sorte... Me dirijo então a seção mediana onde os 'elegíveis' que tem sexo feminino e tem 16 anos estão concentrados. Alguns poucos minutos passam ate a hora em que um ser estranho muito provavelmente nosso representante da capital adentra ao palco, logo ela começa o discurso de sempre, o filme da capital falando sobre os dias escuros e por fim uma ultima fala dela antes do sorteio em si ter inicio.
- A hora chegou de selecionar um jovem e uma jovem corajosos que irão representar o distrito 2 da 101ª edição anual dos Jogos Vorazes - Sotaque da capital como eu não suporto - Como de costume... Primeiro as damas
Ate o centro do palco onde se podia ver uma roleta... a roleta girou por vários peiudos circulares antes de finalmente parra e então fechei meus olhos desejando boa sorte para mim e para minha irmã Louise.
Freaking gradually.
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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Elvy Bellikov em Dom Set 09, 2012 3:18 pm


A colheita

Feliz Jogos Vorazes! Que a sorte esteja sempre ao seu favor.







O dia amanheceu ensolarado. Elvy quase podia imaginar um rosto sorridente no sol, como aqueles desenhos feitos por crianças. Os raios solares bateram em sua pele através das cortinas brancas de seda, mas ela não se incomodou. Quando a temperatura aumentou e o calor começou a ficar insuportável, ela jogou os lençóis de seda de duzentos fios para o lado e tocou a madeira envernizada com a ponta dos pés descalços. Da janela de seu quarto luxuoso, podia ver hordas de adolescentes e crianças caminhando alegremente pelas calçadas do distrito, conversando de modo animado e se refreando para não correr até a praça.


Trazer honra ao seu distrito, Elvy repetiu na sua cabeça o lema que foi empregado em sua vida inteira. Naturalmente, a maioria das pessoas pensavam que o lema de Elvy Bellikov era: para um dia perfeito, tenha uma unha, roupa e maquiagem perfeitas.


O próprio pai pensava isso sobre Elvy e, mesmo que ele não fosse de muita consideração por passar apenas a hora do jantar com ela, se ela conseguia enganar a única pessoa que morava com ela, então todas aquelas noites acordada no Centro de Treinamento não foram em vão.


“Boa sorte. Eu torço por você.”, era o bilhete que estava preso no espelho de sua penteadeira quando ela sentou-se em sua frente para pentear os longos cabelos dourados. Do pai, obviamente, que saíra cedo para cuidar da joalheria movimentada. Isso, para Elvy, não era exatamente uma demonstração de afeto, pois apenas as pessoas distorcidas do Distrito 1 pensavam que era uma grande honra e benção ser escolhidos para lutar pela vida com outras crianças.


Ela não estava preocupada com esta edição em especial. Além de ser a última da qual participaria, sempre havia alguém em seu distrito que se voluntariava e acabava com toda a diversão da tensão da roleta russa.


Ela não achava particularmente ético os Jogos Vorazes, mas tinha uma estratégia preparada se naquele dia seu nome fosse escolhido. Afinal, o que teria a perder? Algumas unhas, certo, mas o pai continuaria com sua vida, assim como continuou quando sua esposa morreu; o único com quem Elvy se preocupava de verdade era sua gata, Minky, pois tinha certeza de que não teria ninguém que coçasse atrás de suas orelhas.


Ela vestiu seu melhor vestido, aquele que ganhara de um garoto adorável que tentava chamar sua atenção por semanas. O vestido era longo, de uma cor verde-mar, com pequenos diamantes costurados abaixo do busto e de um tecido leve e fluído. Colocou as sapatilhas que combinavam perfeitamente, passou pó sobre a pele perfeita e arrumou os cabelos cacheados sobre os ombros bronzeados.


Quando ela desceu para o primeiro andar da mansão enorme e vazia, sua gata peluda e cinza esperava, aninhada no tapete. Elvy coçou sua barriga e se despediu.


Na rua, ela se juntou a um grupo de garotos que estudava em sua escola e fingiu interesse no que diziam. “ Eu vou cortar a cabeça de todos os tributos e trazer de presente para você, querida Elvy”, “ Não, eu mandarei uma declaração especial para você enquanto estou sentado ao lado de Caesar.” Eles estavam todos debochando, claro, mas ela fingiu honra e agradeceu, com sarcasmo.


A praça era um dos lugares mais lindos de todo o distrito – talvez de Panem inteira -; o calçamento tinha pequenos cristais entre o cimento, que brilhavam sob a forte luz solar, o palco era perfeitamente projetado para alcançar todos num raio de um quilômetro, havia um telão de alta resolução atrás, ao lado do Edifício da Justiça, que era uma edificação moderna, branca e gigante.


Elvy foi para o lado das garotas de dezoito anos, que vestiam suas melhores roupas chamativas e brilhantes, usavam os melhores pentados e calçavam os sapatos mais lindos. Ela cochichavam euforicamente, falando sobre como – ah! – o vestido delas para o desfile dos tributos seria maravilhoso e como a presidente Emily ficaria feliz em ceder-lhes um lugar em seu gabinete.


Elvy suspirou. Não pôde deixar de pensar, não pela primeira vez, sobre como a maioria dos adolescentes sonhavam em conhecer o homem ou a mulher perfeitos, em ter um bom emprego e uma casa maravilhosa. Trazer honra ao seu distrito, a frase martelou mais uma vez em sua cabeça, antes que a mulher excêntrica da Capital subisse ao palco, fizesse as apresentações e o video sobre os Dias Escuros passasse no telão.


Elvy encontrou seu pai na multidão. Com exceção da primeira vez em que ela esteve na Colheita, quando tinha doze anos, ele nunca compareceu. Ele estava lá, parecendo respeitoso e inalcançável, transmitindo um olhar pesaroso sobre Elvy. Ela sabia que ele tinha vergonha pelo fato de que Elvy nunca se voluntariou nenhuma Colheita. Elvy não sabia o propósito de ser como um cordeiro criado para o abate, então fingia apenas que não queria amassar o vestido. Mas, se naquele dia fosse de fato escolhida, ela era um cordeiro internamente preparado.


Quando Elvy se deu conta, a representante já estava anunciando que as damas seriam sorteadas primeiro. Elvy sentiu uma náusea fraca, seguido de um pressentimento muito, muito ruim. Ela girou a arma, e parecia que a cabeça de Elvy girava com ela.


Quando parou e soltou o disparo em um dos nomes, parecia que Elvy vomitaria enquanto aguardava pelo anunciação da mulher.






TAG: SARAH NOTES: - THIS TEMPLATE WAS MADE BY GETTING TRAGIC ON CAUTION 2.0 - EDITED BY RACH!


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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Cazie D'Wöler em Seg Set 10, 2012 9:39 am

TUDO COMEÇA COM A COLHEITA!,
E que a carnificina dos jogos tenha início.

    Eu não estava feliz em participar da colheita, também quem concordaria em ir de bom grado para uma arena e virar brinquedinho nas mãos da capital e ter a possibilidade de não voltar mais? Pois é ninguém, a não ser os mais gananciosos talvez. Eu estava preparado mentalmente pra ser escolhido e ter minha vida arriscada naquela Arena, eu estava preparado pra nunca mais ver aqueles que eu sempre conheci, alguns podiam chamar isso de pessimismo,mas não era, ser otimista como alguns eram simplesmente não dava, não queria me iludir coma possibilidade de não voltar, como todos eu queria voltar, ficar famoso em toda Panem, como Michael Deisler ficou, mas eu era mais realista do que otimista, além de que eu não sabia se seria escolhido ou não pra ir pra Arena.

    "Meu filho, eles não vão te escolher, você vai ver" - Minha mãe forçava um sorrisinho, ela não queria perder outro filho nos jogos, eu tinha 16 anos e já tinha perdido um irmão e dois primos pros jogos, mas dessa vez ia ser diferente caso eu fosse. - Tudo bem mãe, eu vou voltar, você vai ver. - Sussurrei baixinho, só pra ela, beijando o alto de sua cabeça e depois envolvendo-a em um abraço apertado.

    Meus passos tomaram rumo que eu já tinha em mente, não prestei muita atenção ao meu redor, eu queria que aquilo acabasse logo,se fosse pra ir pra casa eu iria, se fosse pra ir pra Arena eu iria e mataria todos pra poder voltar,eu só queria viver em paz, mas até a queda da Capital isso seria no mínimo impossível. Quando por fim alcancei meu destino meus passos pararam, eu já tinha me juntado aos outros garotos de 16 anos, eu me mantinha sério, como a maioria deles ali se mantinha. - Ora que rostos tão lindos, quem será que irá representar o distrito 5 na Arena? - Aquela voz irritante adentrou os meus ouvidos como um miado estridente de um gato sendo amassado por alguma coisa. Respirei fundo correndo o olho nos outros jovens ali, longe pude ver alguns conhecidos e até amigos, ouvi o barulho de tiro, olhei a mulher a nossa frente. - A hora chegou de selecionar um jovem e uma jovem corajosos que irão representar o distrito 5 da 101ª edição anual dos Jogos Vorazes, comecemos pelas damas ... - Eu não me importava quem seria a garota, eu não era apaixonado por ninguém no meu distrito, nem nada do tipo, meus amigos eram todos garotos, mal falava com as meninas. - Muito bem agora um rapazinho... - Internamente eu pedia pra que não fosse eu, mas se fosse ... Eu iria lutar como nunca lutei.
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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Tommas K. Foxter em Seg Set 10, 2012 8:28 pm

{ VOCE SABIA? }
Estou Morto!


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--- / Tarde / Praça

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    Acordo relutante apos uma terrível noite com pesadelos sobre meu pai, sempre que esse dia chega eu lembro de meu pai, eu não sei bem o motivo mais o dia da colheita sempre me faz pensar sobre o meu pai. Tiro esses pensamentos da cabeça e me levanto, tomo um curto banho e me visto normalmente com uma simples camiseta branca e uma calça preta, logo desço as escadas e acordo meu avô.-Vamos acorde, hoje é o dia! - Ele resmunga alguma coisa e se levanta indo para o pequeno banheiro. Logo arrumo alguma coisa para nos dois comermos achando só um pão amanhecido, então o parto e deixo a maior parte em cima da mesa para meu avô e então saio de casa comendo o meu pedaço que era claramente menor. Andando pela cidade percebo que tudo estava muito calmo, provavelmente todos estão preocupados com seus filhos ou amigos, ninguém quer que as pessoas próximas a si vão para a arena, eu pelo contrario gostaria de ir para a arena, assim eu poderia encontrar um fim digno e assim meu pai provavelmente não se sentiria tão contrariado por seu filho ser um fracasso em tudo o que faz, esse pensamento me da uma forte vontade de chorar mais não me entrego tão facilmente as minhas fracas emoções, pelo contrario solto um grande sorriso e volto para casa para ver como estava meu avô.

    As horas passam e eu e meu avô ficamos prontos e partimos assim para a praça. O caminho para a praça era silencioso e meio que tristonho, afinal, ninguém queria ver alguém subindo ate o grande palco, ja eu, estava com um grande sorriso no rosto, o ano inteiro eu mal podia esperar ate que a colheita chegasse, todos achavam essa minha atitude idiota e impensada, mas na verdade, para mim essa atitude valia pela minha honra, apesar de eu sempre querer proteger ou ajudar as pessoas eu queria ter uma morte digna ou talvez trazer muita riqueza para o distrito 12, eu não quero ser mais uma dessas pessoas que morrem de fome por ai. Eu me coloco proximo aos outros garotos da minha idade me separando de meu avô mais mesmo assim fico de olho nele mesmo que um pouco mais distante e então a cerimonia começa e eles vão escolher uma das garotas. Eu ão me importo com qual garota eles escolheram, afinal eu não tenho um laço muito forte com as garotas do meu distrito, eu me preocupo mesmo é com qual menino eles escolheram, sera que serei eu? Ou Vai ser outra pessoa e novamente eu ficarei de fora? Eu estava meio que descontrolado no meio dos meus pensamento e então olho para meu avô que da um pequeno sorriso para mim e isso foi o bastante para me acalmar e me motivar, já fazia bastante tempo desde a ultima vez que ele sorriu e agora se eu for escolhido eu tenho que sobreviver, não só por mim mais pelo meu avô e por todo o distrito 12.

Nota; xxxxxx
Resumo; Tommas se prepara para a colheita e esta ansioso para saber quem serão os escolhidos
Tagged; xxxxxx
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Créditos; template feito por Kaguya Hime para os membros do [Somente administradores podem ver este link]
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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Joshua Knight em Ter Set 11, 2012 9:52 am



My Life Sucks

A colheita | 7:00  | Joshua

Acordei no meio do vagão do comboio no distrito 11. O tempo estava escuro como se algo fosse correr mal naquele dia, como se o céu estivesse prestes a colidir sobre as nossas cabeças graças a um acontecimento monstruoso.
Oh espera, isso vai acontecer! Hoje é o dia da colheita!
- Perfeito, totalmente perfeito! - Resmunguei. Peguei numa folha de uma árvore e fui até á poça de agua que existia mesmo ao lado do velho vagão. Bebi o que precisei, era agua boa. As minúsculas pedras na terra fizeram uma espécie de filtro para a agua.
Todos sabiam que eu morava neste velho vagão então não me admirei ao encontrar o traje normal para o dia da colheita.
- Se me dessem isto todos os dias é que era.
Olhei em volta e despi-me lavando a cara na poça. Limpei os braços e as
pernas com umas folhas molhadas. O ar estava gélido e arrepiei-me todo. Tudo estava frio e mau hoje. Toda a gente sentia o peso nas costas. Vesti a camisola tentando a alargar um pouco nas mangas, estava curta demais, para variar um pouco. Quando fui vestir as calças reparei num rasgão no joelho.

- Merda! - Agarrei num trapo velho que tinha, usava o para limpar os pincéis. E atei á volta do joelho. Não ia apanhar mais frio!
Logo a seguir vesti aquela fatiota, fui andando para a praça. Não tinha ninguém para me despedir. Não tinha ninguém que se interessa se eu morra ou não. Se eu fosse aos jogos morria logo aposto. Ninguem se ia interessar pro um rapazinho magricela que a única coisa que sabe fazer é desenhar.
Já estava lá quase toda a gente, vestidos quase da mesma forma, raparigas para um lado, rapazes para o outro. Tudo dividido pelas idades, as caras pálidas e os corpos magricelas. Quando olhei para as meninas mais novas vi uma que não devia ter mais de um metro e 10 cm. Devia ter onze anos. Na cara notava-se que não comia muito. Ninguem neste maldito distrito come. Fui obrigado a mexer-me mas a imagem da menina não me saia da cabeça... Era uma criança pequena. Como é que alguém pode obriga-la a passar por isto? Como é que alguém pode obrigar nós todos a passar por isto?!
Olhei agora para o palco, montado no centro da praça com ecrãs e colunas e microfones. Mas algo chamou a minha atenção... No meio estavam duas maquinetas, redondas com compartimentos.
Nem eu sei bem o que era aquilo, tentei me chegar mais para a frente mas um Pacificador colocou-me de volta no meu lugar.
- Mas que raios é aquilo? - Perguntei para o rapaz á minha frente mas ele nem me ligou. Eu revirei os olhos e registei-me, logo a seguir esperei.
Num dos ecrãs mostrava aquilo, tinha vários compartimentos e em cada compartimento tinha um papel. E eu li: Joshua Knight.
Engoli seco, ver o meu nome ali só tornava isto ainda mais real. E acho que muitas pessoas desejam que eu seja escolhido. Afinal de contas eu só trago problemas.
A mulher começou a falar e disse que iríamos começar pelas raparigas. Começamos sempre pelas raparigas. Não me lembro de nenhuma do meu distrito. Eu estou sempre a pensar noutras coisas e alem do mais... Ninguem quer ser visto com o vagabundo do distrito.
Mas a minha mente voltou-se para a imagem daquela menina. E eu rezei mentalmente para ela não ser escolhida.
Não se ouvia nada. Somente o silencio. Olhei para cima e vi o céu escurecer ainda mais. Até lá em cima tudo estava nostálgico. Tudo escuro, com uma
brisa fria a fazer todas as crianças arrepiarem se ainda mais. Como se não bastasse já estarem preocupadas por poderem ter uma morte feia e violenta daqui a pouco tempo.

Voltei a olhar para o palco e a roleta com o nome das raparigas rolou.
"Boa sorte...." Pensei enquanto aquilo rolava e rolava.
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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Joanna Anne Smith em Ter Set 11, 2012 10:16 am

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I Miss You...
Joanna Anne Smith ф 4/7 ф Praia do distrito 4


Close your eyes, little guy... I will be here, I will be here to hold you... No one gonna take me away from you... Close your eyes, little guy... I always be here for you...


Acordei de manha com o Jack em cima de mim. Ele parecia que tinha estado a chorar
- Jackie? Então, pequenino? - Abanei o um pouco para ver se ele acordava mas não acordou. Deve ter estado a noite toda acordado com medo...
Engoli seco e deitei-o na cama tapando o e dando lhe um beijo na cabeça.

- Tenho de ir pequeno... Gosto muito de ti...
Respirei fundo pela boca a tentar não chorar e peguei na minha roupa. Era dia da colheita. Todos os anos o mesmo medo. O ano passado pelo menos o distrito 4 ganhou... Isso ajudou nos. Ao distrito quero eu dizer.
Lavei primeiro a cara, e depois o resto do meu corpo. A minha tia tinha me deixado o balde para eu ficar apresentável. O vestido era azul claro, um pouco velho.

- É o vestido da Susan... - Sussurrei sentindo o meu coração apertar. Não me sentia bem a usar a roupa da minha irmã.. Era como se lhe mancha-se a memoria.
Mas mesmo assim vesti-o. Era o único que tinha. Pentei o meu cabelo ruivo, tão diferente dos meus irmãos. Eles eram loiros enquanto eu era ruiva.A minha tia sempre me disse que eu era um foguinho.
Depois de estar despachada peguei num rolinho de algas que tinha preparado ontem. Comi só u, deixando dois para o meu irmão e fui andando para a praça.
Estavam já lá montes de miúdos reunidos, cada um dividido como todos os anos. Registei o meu nome e fui colocada no meu lugar. Olhei o palco e estava lá uma roleta. Eu já tinha visto uma, numa imagem da escola. Os nossos nomes iam estar lá dentro, aposto.
E então começou. O silencio aumentou e a roleta com o nome das raparigas começou a rodar. O meu nome estava lá dentro. O meu nome podia sair. Eu podia morrer. Eu podia deixar o meu irmão sozinho.
Fechei os olhos. Quando chamassem o nome iria ser mais fácil. Tentei pensar na minha irmã a brincar com o Jackie na agua. E em como eu adorava estar dentro de agua. Tentei pensar em tudo menos no que estava a acontecer. Era mais fácil assim.






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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Josoeph A. M. Rookwood em Ter Set 11, 2012 12:58 pm


Colheita;
101 st. Hunger Games - Tenho medo. Sempre vou ter. Sei que vou morrer de que maneira for.

Os meus olhos seguem a manada de ovelhas que pasta cuidadosamente numa das montanhas que rodeiam o Distrito 10. É feriado, mas de qualquer maneira não quero estar . O receio; o medo; a estranha sensação que o estômago vai sair-nos pela boca; tudo isso juntou-se hoje ao meu lado, e de quem é a culpa? Capital. Abano a cabeça suavemente, de olhos fechados, para o lado esquerdo e depois para o lado direito. Espero que estes sentimentos acabem por passar. A minha visão está fraca demais para conseguir ver as ovelhas que já se afastaram o suficiente para deixar de ouvir o cão a ladrar. O sono que não destruí na noite passada começa-me agora a penetrar no cérebro. Preciso de descanso, mas mal fecho os olhos os pesadelos de uma arena em chamas devoram-me. Retiro de uma bolsa simples de coro o que mais parece um apito de madeira. Possuí dois furos estreitos na lateral, para deixar sair o ar, e uma "cova" no topo. Este instrumento foi construído por mim, na noite passada. Depois de estudar, consegui perceber o que chama realmente a atenção às ovelhas: um desagradável ruído agudo, que pode-se confundir com o barulho de um aeronave da Capital. Inspiro com força, enchendo os meus pulmões de ar. Assim que sopro para o interior do tubo, o ruído estende-se pelo ar. Assim que o eco se propaganda-se no interior das árvores, o som é substituído por diversos passos e chocalhos de metal. Aos poucos, o latido de um cão e finalmente uma mancha branca aparece no meio de ervas daninhas. Abro novamente o saco de couro e arrumo delicadamente o apito no seu interior. O saco não têm mais do que alguns bolsos para guardar coisas que encontro caídas no chão, para mais construções. O Sol começa a queimar-me a pele. Esse é o sinal que aquele lugar não se tornou mais seguro. Em breve, os pacificadores vão aparecer na minha casa e esperam-me encontrar-me lá como um bom menino, a almoçar.

Desapareço com o rebanho no meio de uma cerca de madeira. Com passos breves, entro em casa. Uma moradia larga mas baixa, com três quartos. A cozinha está ligada a uma luxuosa sala de estar e à farmácia do Distrito - ao qual os meus pais dedicam o seu tempo e vida. Quando entra-se na cozinha, pelas traseiras, encontra-se um alçapão velho e as escadas para o andar de cima. A energia é algo que apenas se pode ter de vez em quando, porém, as velas são abundantes em cima dos moveis e dos locais onde a superfície é plana. - Mãe? Mãe cheguei a casa. - Grito com a voz rouca. Estou imundo, e é certamente certo que a minha mãe vá reparar nisso. As mãos de uma mulher baixa, gorda e com o cabelo delicado e grisalho tocam-me no ombro. Recebo diversos avisos para estar a horas em casa e os perigos de passear o rebanho sem proteção, mas nenhum outro é tão doloroso como o puxão de orelhas que levo por ter sujado a entrada com lama. Sou depositado no meu quarto - uma área quadrada, com uma janela que dá para as ruas, onde o Sol bate logo pela manhã. As paredes tomam o tom de um castanho muito claro, e a mobília velha é a mais básica que pode existir no mercado. A cama raramente está feita; os lençóis são mudados uma vez por semana, e só aí é que encontro o meu quarto arrumado. À direita da porta, encontra-se uma secretária de madeira, cheia de utêncilios de metal e armas ou brinquedos feitos em madeira. Atrás do roupeiro, um "alvo" pintado por mim é escondido, e serve-me de treino para quando atiro as facas que crio. Gosto de testa-las.

Tomo um banho rápido. A água potável só é disponível no andar de baixo, por tanto, tenho que me enfiar numa banheira de chumbo com água fria. Lavo a cara diversas vezes, sentindo-me ainda com vontade de vomitar o meu estômago. Nunca fecho os olhos. Não quero. Mas preciso. Preciso de descansar e eu sei disso, mas não quero. Não quero ver a minha morte face a um Profissional. Lembro-me do vencedor do Ano Passado. Ele matou metade dos tributos na arena. Metade... Como é que alguém consegue viver com esse número na cabeça? Afundo-me debaixo de água e volto à tona para respirar. A banheira não é funda; por tanto os meus pés ficam de fora quando mergulho. Assim que termino o banho, encontro a minha cama feita e uma camisa branca sobre a cama. A acompanhar o conjunto, umas calças normais cinza e uns sapatos que devem ser, obviamente, do meu pai. A minha mãe não aparece pelo quarto a dentro para me pentear, como fazia nas anteriores colheitas. Em vez disso, sou eu a pentear-me sozinho. Em frente a um espelho de tamanho reduzido, com o símbolo de Panem cravada numa rocha pregada à parede, consigo colocar o meu cabelo um pouco mais formal. A seguir, ajeito as mangas da camisa para as colocar até aos cotovelos. Está na hora... Do assassinato de dois adolescentes.

Sou posto fora de casa pela minha mãe e arrastado até à Praça Central. A Casa da Justiça está bastante bonita hoje, porém continua com aquele ar cinzento que têm todos os anos. Os rostos das pessoas estende-se por todo o distrito. Não consigo distrair-me de uma garota que chorava agarrada à irmã. Ela, não deve ter menos de doze anos e a pequena deve ter pelo menos uns cinco. Como é que alguém fica feliz com isto...? Aguardo na longa fila, mantendo o meu olhar vidrado na minha mãe e no meu pai. Sinto o nervosismo deles... Tal como o meu. Sou filho único, e só os tenho a eles. Uma gota de sangue vivo aparece-me no dedo, e é destruída no registo, numa folha normal de papel com o meu nome. "Isto... É apenas um programa de televisão.", penso tentando abafar os gritos da garota que ecoavam na minha cabeça. Sou levado para uma das filas de rapazes de trás, vendo apenas o palco. À frente, sentado, o único vencedor do Distrito 10, Levenn; Matou um profissional final usando a água como refugio. Porém não deixa de ser um assassino. Por fim todos se calam. Os nervos aumentam e as garotas apertam as mãos. - Boa sorte Dianna... - Murmuro com a cabeça baixa. Dianna, a garota que eu sempre tivera uma paixão secreta e que talvez nunca fosse dizer-lhe. Gritos. Choros. Mães destroçadas. Não conseguia olha-la; ela subiu ao palco naturalmente, mas soube que não era Dianna. Que o meu apelo tinha sido ouvido. O meu coração para assim que ouço a voz rouca do apresentador do Distrito 10 a gritar: "E agora os meninos..."

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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Erin Gleese Hayes em Qui Set 13, 2012 12:55 am


You and I'll be safe and sound ♕
Don't you dare look out your window darling, everything's on fire

Abri os olhos quando senti a luz do sol refletir em meu rosto. Era o dia da colheita. Com um movimento rápido lancei a coberta por cima da minha cabeça e fechei novamente os olhos. Eu precisava dormir, já fazia uma semana que eu não sabia mais o que a palavra "dormir" significava e eu estava com olheiras enormes, não que eu me importasse, claro. Abaixei um pouco a coberta e olhei para o lado direito. Loshi ainda estava dormindo, ou pelo menos parecia estar. Suspirei e permaneci ali deitada por alguns segundos, coisa que eu fazia sempre nos dias da Colheita desde que eu tinha doze anos. Tudo passou tão rápido, parece que foi ontem que eu e minha irmã suspiramos de alivio quando nossos nomes não foram chamados, parece que foi ontem que mais uma familia perdeu sua filha para o entretenimento de pessoas desprezíveis e eu podia me lembrar claramente como se fosse hoje; A menina de cabelos negros e olhos verde-escuros subia assustada no palco quando seu nome fora chamado, eu nunca havia conversado com ela, mas chorei vendo aquela cena, não sei se foi por pena dela ou se for por alivio de ser ela ali e não eu ou minha irmã. Soltei um suspiro pesado e me levantei lentamente da cama, me sentia um pouco "lezada", mas isso era bem comum. - Loshi, levanta. - Resmunguei. Não esperei sua resposta, apenas sai do quarto.
Adentrei a cozinha e me deparei com a minha mãe sentada na mesa ao lado do meu irmãozinho. Engoli seco quando olhei para ele, só de pensar em vê-lo em uma arena lutando até a morte me dava vontade de chorar, ele era só um criança e não merecia nada ruim no mundo, e ainda parecia um pequeno anjo com seus cabelos loiros formando pequenos cachos, uma pele bem branquinha e bochechas rosadas, ele só tinha quatro anos. Não tive vontade de falar, mas minha mãe entendia perfeitamente os motivos, ela sabia que eu estava com medo pela Loshi e não por mim, ela perdera dois irmãos para os Jogos. Na mesa havia queijo, algumas maçãs e pão de milho para o café da manhã, poderia ter mais algumas coisas se a farmácia da minha mãe não estivesse falindo aos poucos. Cortei um pedaço de queijo e comi em silêncio enquanto observava o Enzzo fazendo uma grande meleca para comer uma maçã. Sorri para ele com doçura e o mesmo retribuiu. Escutei alguns passos vindos em direção a cozinha e não quis me virar para ver o rosto da minha irmã, só iria fazer eu me sentir pior, então eu iria fazer alguns comentários sobre como a colheita iria ocorrer e zombariamos do sotaque ridiculo da capital, como sempre faziamos nesse dia. Sorri quando ela se sentou ao meu lado e tentei não olhar muito nos olhos dela. Passei-lhe uma maçã e dei um sorriso sarcástico. - E que a sorte esteja sempre a seu favor. - Comentei, imitando o sotaque da capital e ri. Não, não era engraçado, não era engraçado o modo como fingiamos que nada estava acontecendo e que o dia seria normal como sempre quando poderiamos muito bem uma nós não voltar para casa no fim da colheita. - Fiz vestidos para vocês! - Disse mamãe, já se levantando da mesa e indo em direção ao seu quarto. Quando voltou, ela carregava dois vestidos muito simples, mas muito bonitos e me entregou o azul. Me levantei e dei um abraço apertado nela, como uma forma de agradecimento.... ou despedida.
Depois de me lavar, arrumei o cabelo preso para cima e me vesti. Fui para a porta de entrada esperar a Loshi, e enquanto isso fiquei observando o céu azul. O calor era escaldante, então pedi para que minha mãe ficasse em casa com Enzzo, até mesmo porque se uma de nós fosse escolhida não seria uma cena que ele entenderia.
Caminhamos para a praça onde se localizava o Edificio da Justiça onde estava ocorrendo a colheita. Esperei na fila até chegar minha vez para a coleta de sangue, era só uma frescura para confirmar presença, mas mantive sempre os olhos em minha irmã. Quando chegou minha vez senti uma picada rápida no dedo, mas nada de dor, então uma ponta de sangue saiu e uma mulher esmagou meu dedo num papel. Assim que terminou sai dali e fui para perto da Loshi, olhei para ela e sorri, então lhe dei um abraço apertado. Me virei em direção ao palco quando uma mulher bizarra chamou nossa atenção, revirei os olhos e bufei quando a mesma começou a falar com uma voz fina. "Feliz Jogos Vorazes! E que a sorte esteja sempre a seu favor." - Repeti baixinho o que ela falava. Todo ano era a mesma droga. Então nos obrigaram a ver o filme sobre a rebelião e blá, blá, blá. Por fim, chegou a hora principal, e ela como sempre escolheu as garotas primeiro. Meu estômago começou a embrulhar enquanto a roleta girava para escolher uma garota. Ali pode parar no meu nome, pode parar no nome da minha irmã. Isso é tão injusto. Depois de alguns segundos a roleta parou.




wearing: [Somente administradores podem ver este link] music: Safe & Sound - Taylor Swift humor: Com medo e nervosa. note: Loshi, se você n postar eu te mato <3 HAUSHA
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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Charlotte Hyatt Wührer em Qui Set 13, 2012 7:59 pm


Stones taught me to fly ☠️
So it's not hard to fall when you've flown like a cannonball

Acordei com a voz de minha mãe entrando vagamente pelos meus ouvidos. ''Alys, acorda'', dizia ela. Resmunguei um pouco, custando a perceber que hoje não era um dia qualquer. A Colheita. O dia que eu mais temia no ano, embora não esboçasse reação alguma quando via a felicitação dos adolescentes que almejavam serem escolhidos como próximos tributos do um. Levantei preguiçosa e tomei um belo banho de somente quinze minutos de duração, não demorando a ir ver o vestido escolhido por minha mãe para este dia. Não muito comprido, vermelho escarlate como sangue, com mangas pequenas. A coloração dele ficava incrivelmente bonito em contraste com a minha pele clara, e meus cabelos louros presos num rabo de cavalo alto no topo da cabeça. Minha vestimenta estava muito simples, nada caprichada, e tratei de por uma presilha em formato de uma pequenina flor rosa no cabelo também.
Não demorou muito mais, comi alguma coisa no café da manhã embora parecesse distante. Caminhei em direção aos demais jovens da minha idade, na ala das garotas, sorrindo para algumas garotas que sorriram para mim também, animadas. Mas por dentro, nervosismo tomava conta. Nós podíamos ser bem treinados aqui no um, e eu podia ter habilidades bem específicas com facas e outras armas brancas, mas só isso não bastava para garantir sobrevivência nos Jogos Vorazes. Uma mulher subiu ao pequeno palco montado para a ocasião, pronta para anunciar os próximos tributos deste ano. Prendi a respiração e fechei os olhos, desejando que não fosse eu. - Por favor. - sussurrei, quase inaudível.



alyssa wears: citado no texto music: [Somente administradores podem ver este link] humor: com preguiça do CÃO q note: Erin roubou meu template, aaaah Mad /Sorry pelo post >< horrível
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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Lyanna R. Ashford em Qui Set 13, 2012 9:35 pm


Just a little twisted
my emotions made me crazy.

A luz do sol que entrava pela janela bateu em meu rosto.
Fiquei um pouco relutante antes de me levantar, o sono ainda dominava boa parte de mim e meus instintos eram de permanecer ali, deitada em minha cama.
Então, me lembrei do fatídico dia de hoje.
O dia da colheita.
Fui até a cozinha, onde minha mãe preparava o café da manhã do dia, pães frescos, café quente, algumas poucas panquecas e ovos.
Mesmo com nossa qualidade de vida, ainda era difícil se sustentar fora da Capital.
Meu pai, um vitorioso, disse que comparado à Capital o Distrito 1 não é nada, o que não me chocava nem um pouco.
Comi rapidamente e corri para tomar um banho.
Meu interior cravava uma briga interna entre certo e errado.
Entre minhas duas partes distintas, a que queria acima de tudo entregar sua vida ao distrito e a que implorava pela sobrevivência sã e salva dentro de casa.
Minha respiração estava acelerada, como sempre acontecia na Colheita.
Saí do chuveiro direto para meu quarto, onde minha mãe me esperava com um brilhante sorriso no rosto.
Ela amava a Colheita, como todos os outros cidadãos do 1.
Em cima de minha cama, uma peça única de veludo me encarava.
Era um vestido, aparentemente não tão longo, cor de vinho. Ele tinha um pequeno decote em "V" e pequenas e fofas mangas.
Minha mãe me ajudou a vestir-me e em seguida penteou meus cabelos, prendendo-os em um meio rabo de cavalo, com uma fita de tonalidade parecida com a do vestido.
Logo tivemos de seguir para a praça central, onde boa parte da população já estava.
Minha mãe beijou minha testa, desejando-me sorte. Seus olhos estavam marejados e eu sabia porque. Mesmo amando os jogos, ela sabia que meu nome saísse teriam grandes chances de que eu não voltasse para casa.
Meu pai acariciou meus cabelos, sussurrando diversas vezes meu nome, como uma espécie de mantra para manter-lo calmo. Ele disse que tudo ia ficar bem, e que, com sorte, nenhum voluntário se meteria em meu caminho, o que eu achava quase impossível de acontecer se meu nome fosse o selecionado.
Me identifiquei e segui para o meio das meninas.
Algumas de minhas colegas acenavam frenéticamente ao me ver, e resolvi juntar-me a elas.
Uma mulher, de pele e cabelos azuis, subiu ao palco anunciando os 101º Jogos Vorazes.
Enquanto o já conhecido vídeo passava, eu tentava me acalmar.
Eu queria, almejava com todo o meu ser saber como seria ser um Tributo.
Azquele momento de glória que poucos tem a chance de um dia presenciar, a emoção da Arena, e sensação de ser um vitorioso. Acima de tudo, essa sensação.
Mas eu também estava apavorada.
E se eu não fosse páreo o bastante para os outros tributos? E se minha aliança me traísse? E se..?
A roleta começara a girar.
Meus olhos acompanhavam atentamente seu movimento, tentando entrar em uma espécie de hipnose.
Minhas palmas suavam, minha cabeça latejava com a dúvida.
Por fim, a roleta parou.
"Que a sorte esteja ao seu favor... Não importa qual seja."

Post: 001 ~ Clothes: no texto ~ Notes: porcaria #detected ~ Thanks, Baby Doll [Somente administradores podem ver este link] ETVDF
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Uma colheita após a outra.

Mensagem por Lucy Heartfilia em Sex Set 14, 2012 6:12 pm

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Era dia de colheita, eu tinha acabado de acordar! Meu cabelo estava esparso, Unhas quebradas de tanto carregar coisas para lá e para cá, levantei e fui direto para o balde, jogando água em meu rosto, Eu sentia, cada gota, por mínima que fosse, descer através das minhas costas até se esvair nos meus pés! Fui até meu quarto, e lá estava ele, em pé, com minhas roupas já arrumadas, ele me explicara que a colheita não era algo assim tão má, Pôs-me sentada na cama, olhou em meus olhos, como se soubesse que eu não iria voltar, mais mesmo assim eu queria abraçá-lo. Ficamos um tempo nos olhando, não trocamos palavra alguma, até que ouvimos a sirene tocar, foi ai que nos levantamos e profundamente em questão de segundos, senti seus braços fortes me apertando, seus cabelos nem grandes nem curtos, mais ainda sentia-os em meu rosto, era tão alto que teve que se abaixar quase ajoelhando aos meus pés! - Vá rápido eu te amo, e volte logo - Disse-me com a maior tranquilidade do mundo, até que eu saísse pela porta, ele ficou me olhando, me virei e vi a luz do sol em meu rosto, quente como Apolo, Pisei no primeiro degrau e cai, alguém que eu não fazia idéia de quem fosse me ajudou e fomos juntos.


Corri Rapidamente até achar alguém que eu conhecia, Mas nada! Nem se quer vi se meus amigos estavam lá. Pensei... – Será que eu iria ser a escolhida? Será que dessa vez meu distrito irá ter um orgulho? Será que poderei honrar o meu distrito? E se eu não conseguisse? E se eu morresse na arena? E se não gostassem de mim? –
Depois de certo tempo esperando (Tempo que parecia muito longo) Vi o apresentador mandando os pacificadores acalmarem a briga que estava ocorrendo, não sabia quem estava brigando, mas dava pra perceber os vultos rápidos dos dois, percebi que não era apenas o menino de cabelos longos brigando, mas também havia uma menina, a pele dela era meio amarronzada com um laranja bem escurecido do solo na qual secou no braço dela.
Mas fui perceber logo depois, que isso estava muito estranho, o cenário dos jogos estava diferente dessa vez, mas não era em si o palco e sim o cenário do meu próprio distrito, -Eles molharam o chão?- Pensei... Talvez estava paranóica sabendo que poderia ser eu a ser escolhida...


Parei em meu posto, esperando a roleta girar, e parecia que iria ser logo, eu estava tão cansada que não percebi que dormir em pé, até que chamaram a minha atenção, a menina que estava ao meu lado cutucou meu braço! Abri os olhos e já estava La ele falando! E que gire a roleta ...
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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por April Pearson Preston em Sex Set 14, 2012 7:18 pm

O Dia da Colheita
E QUEM DISSE QUE UMA GAROTA É INCAPAZ DE MATAR?
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NUNCA DUVIDE DE UMA GAROTA

Sentia falta das praias e dos mares de meu distrito, nada, exatamente nada se comparava com elas nem mesmo os grandes prédios da capital. Pela primeira vez nos permitiram viajar até a capital para aonde ocorreria a colheita anual, desta vez não em nossos próprios distritos mas sim para o lugar aonde todo ano nos faziam de brinquedos de seu próprio jogo particular. As pessoas eram estranhas e chamativas, usavam vestes exageradas e pareciam gostar de ter seu corpo modificado para partes de animais. A presidente Emily se mostrava ser bem mais linda pessoalmente deixando grande parte dos moradores de Panem boquiabertos com toda a sua beleza. Todos ali pareciam ansiosos enquanto viam os trens saírem abarrotados de jovens de quase toda a nação, menos é claro os jovens privilegiados da Capital.

Todos nos olhavam ansiosos como se vissem ali algo divertido, um tipo de brinquedo que a todo tempo eles ansiavam em ter, e não demoraria muito afinal, faltavam poucos minutos para sermos escolhidos pela sorte para o anual joguinho que somente favorecia a eles. Devido a estarmos na capital o ritual de beleza que todos os distritos se contorciam para fazer havia triplicado, desta vez estariam todos cara a cara com a mulher mais temida e poderosa de toda a nação, a única que nos tinha nas mãos para fazer o que bem entendesse. Pela primeira vez me vi cara-a-cara com os carreiristas dos distritos um e dois, os treinados para matar. Ser uma moradora do distrito quatro não me dava privilegio algum sobre os distritos inferiores, pelo contrário, éramos parte dos chamados “alvos” que só serviriam mesmo para serem derrubados a cada ano.

O último vencedor fora um garoto de apenas quatorze anos do distrito quatro que fora experto o bastante para sair vivo dos jogos da presidente, ele era uma peça vencedora como muitos outros que vinham a cada ano, mas como toda peça preferida, logo logo seria substituída por outra. De fato sua vitória havia deixado os carreiristas intrigados, parecia que não gostavam muito de ser vencidos pela renca. Isso me deixava um pouco mais confiante para sorrir debochada enquanto passava por eles, seus olhos deixavam bem claro que se não fossem os pacificadores conduzindo a multidão já teriam pulado em meu pescoço.

Marie e Albeforth me vestiram como se não fosse somente ser vista por toda Panem mas sim ver a própria presidente cara-a-cara. Não, eles não eram como a maioria. Orgulho? Pra quê se isso fosse arriscar a única filha que nem biológica era? O vestido apertava minha barriga como se exigisse de mim uns três quilos a menos, se isso fosse possível talvez tivesse alguma chance de minha barriga parar de doer! Minha altura favorecia muito em questão de vestimentas, grande maioria cabia em mim mesmo nos menores tamanhos, já não podia dizer o mesmo dos calçados, acho que haviam se esquecido que por morar em um distrito litorâneo a maior parte de meu tempo se resumia em praia apesar de minha pele ser incrivelmente branca, conviver com a dor seria algo que teria que aprender já que, se a sorte estiver ao meu lado daqui a poucos dias eu irei para um arena aonde terei que matar para sobreviver.

Ao chegar no local estipulado me surpreendi com o método de escolha da capital, grandes gatilhos de arma espalhados por todo o pátio, e logo mais a frente um palco aonde se encontrava a presidente Stoker com um sorriso triunfante em seus lábios. Haviam vários pacificadores para recolher a amostra de sangue já que a quantidade de pessoas era horrenda, para ser mais exata uma para cada distrito. A picadinha em meu dedo já era uma das coisas que não me importava mais em sentir já que com o passar dos anos isso já fora se tornando algo normal para mim. Caminhei até um dos gatilhos de arma e observei ao redor todo o movimento a minha volta.

Algumas crianças choravam, já outras pareciam imensamente satisfeitas de serem vistas por toda a Panem sendo chamada pela própria presidente Stoker. Revirei os olhos voltando minha atenção para as criancinhas que eram contidas pelos pacificadores mais próximos. É só uma picadinha, nem vai doer. Um deles tentou tranquilizar a menininha, sem dúvidas era o pacificador mais dócil que eu já havia visto em toda a minha vida, porém sua companheira de trabalho não parecia ter a mesma paciência, puxou o dedo da garota com força e o espetou fazendo uma gota de sangue cair em cima do papel, a garota saiu dali chorando.

Quando finalmente todas as crianças estavam postas em seus gatilhos ouviu-se doze estouros de tiro, e então ela girou o gatilho feminino até então, parar.
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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Alexis Thompson em Sex Set 14, 2012 7:50 pm

Keep Calm little princess.
YOU’LL BE A QUEEN.

Seria minha primeira vez na Colheita, não que seria realmente a primeira vez, mas é a primeira vez que eu sentia que podia ser escolhida. Eu não era tão autoconfiante, desde que... Bem, desde que ele se foi. Eu sentia sua falta o tempo todo, menos quando eu, bem o tempo todo não tem um mais ou menos. Mas se eu fosse para os jogos eu iria vingar sua morte ou morreria, o que me deixava mais nervosa. Não, nervosa não seria o sentimento correto, eu ficava ansiosa, com certeza esse seria o maior dos meus problemas lá dentro.

Eu não queria entrar, mas como evitar? Alimentar cada vez mais a audiência da nossa querida Capital, que só pensava no nosso bem estar e divertimento do povo. Como eles eram amáveis, não? Fomos levados até onde a Colheita aconteceria, eu estava desanimada e não queria ver a cara daquela gente. Eu não via ninguém do meu distrito lá além de mim. Senti minhas mãos suarem frio, tudo bem eu não tinha alguém que esperasse por mim quando eu saísse, mas tinha alguém por quem valia a pena lutar, eu. Se tinha alguém que merecia a minha vida era eu mesma, ninguém mais iria dar valor a ela enquanto as suas estivessem em risco, ninguém se sacrificaria para salvar a minha vida e eu sabia que tinha isso ao meu favor.

Como eu já havia notado não tinha ninguém do meu distrito por lá, porém já estavam muitos tributos, que eu sequer conhecia. Somos direcionados a algo que tinha o aspecto de uma arma gigante, olhei para os lados e via os rostos ansiosos para saber quem serão os próximos tributos, porém não ouvia devido ao extremo estado de tensão. Eu olhava para os lados, procurava alguém que sorrisse para mim como se dissesse “tudo bem, vai dar tudo certo”, mas não tinha. Eu ia andando lentamente até onde éramos conduzidos, deixando que as outras garotas fossem na frente. Comecei a subir uma escada para alcançar um lugar que parecia a roleta da arma, éramos encaixados como se fossemos as balas, mas éramos nós, aquilo devia ser divertido para quem olhava. Eu parei na ponta da escada antes de entrar, engoli seco então senti alguém me empurrando e entendi que era pra eu continuar, me posicionei lá dentro. Enquanto aguardava olhava fixamente para o horizonte com os olhos vazios, o coração acelerava a cada segundo que passava, o tempo parecia eterno e nem as lágrimas tinham coragem de brotar dos meus olhos.
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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Hawk Goldstain em Sex Set 14, 2012 8:20 pm

It's my life, now or never. ♫
Para alguns o desespero, outros o desejo, para mim um hábito.

Acordo e me direciono direto ao banheiro de minha casa, claro que não posso reclamar de morar na Área dos Vitoriosos, mas para um garoto rico e filho de um vencedor dos jogos antigos sou até humilde. Minha família parece estar sempre com maldição. Para começar meu pai foi para a Arena com 17 anos e ganhou, minha mãe nunca foi, mas sua irmã já morreu para os Idealizadores do jogo, logo no Banho de Sangue. Minha ex-irmã mais velha foi aos jogos ano retrasado e morreu quando restavam somente cinco dos participantes, com isto minha família nunca sofreu tanto e eu com a mesma idade que Karine, minha irmã morta, vou para a Colheita novamente, um desespero para minha mãe e pai, mas para mim. Acho que sou capaz, mesmo no fundo temendo aquilo.

Me troco após um banho quente, desço e tomo o café da manhã sozinho; meus pais ainda estão dormindo ou possivelmente minha mãe que se chama Rihanny pode estar cuidando de Esmeralda, o mais novo fruto de nossa árvore genealógica, ela nasceu ano retrasado no mesmo ano trágico para minha família, eu acredito que ela nasceu para provar que por baixo de toda mágoa existe uma alegria. O nome dela foi em homenagem à própria pedra esmeralda, brilhante e famosa por trazes harmonia à casas, já meu nome sendo traduzido significa águia, que também é o animal que eu mais me identifico.

Espero na sala de estar já vestindo uma blusa social vermelha e uma calça beje e sapatos pretos, pronto para a colheita. Meu cabelo ficou arrumado como raramente, com um penteado para trás. Minha mãe desce a escada com uma feição tristonha, segurando Esmeralda no colo, a pequena ainda não entendo o sofrimento da minha família, então fica cantando, alegremente, no colo da mãe. Meu pai vem logo atrás com um terno preto, ele usa quase todo ano, é severo com um sorriso forçado no rosto, ele sabe que eu posso ganhar caso seja escolhido, mas tenho certeza que ele não quer que eu sofra como ele sofreu na Arena, tanto que ele tem um corte em forma de “X”, nas costas, obra de um tributo do Distrito 1 quando tentou matá-lo com uma espada.

Saímos todos juntos da Área dos Vitoriosos, nossos passos são lentos e pesados, para minha família este ano como nenhum outro é como se fosse o teste para ir para o inferno, mas eu não enxergo desta maneira, claro que eu não quero ir para os Jogos, porém também eu não tenho medo – aparentemente – caso seja eu. Minha mente é uma dúvida, só sei disso. Atravessamos a trilha de pedregulhos e petúnias e descemos até a praça que estava este ano toda decorada com câmeras, no centro tinha os espaços para que entremos, aquilo era um revólver.

Meu pai me da um beijo na testa, minha maninha diz num tom alegre: - Pãozinho! - É o apelido que ela me deu por eu trazer pães quase todos os dias da padaria e ela os devora, é uma das suas comidas favoritas, sem dúvidas. Minha mãe é a mais dramática, ela esta com os olhos vermelhos e suas lágrimas escorrem numa quantidade em excesso. - Eu não vou para os jogos mãe, vou voltar para casa. - Acabo mentindo, na verdade era nada mais que uma possibilidade eu voltar para minha cama de lã ou ir para uma Arena sangrenta. - Não se preocupe. - Passo a mão em sua face, limpando as lágrimas, meu pai fica severo no canto dele forçando uma seriedade desnecessária. Dou um ultimo beijo na bochecha de minha mãe e me dirijo até o meu “buraco”.

Tenho que ficar no meu buraco, é como se fosse o espaço onde as balas ficavam e eu estava lá, pronto para competir em uma Arena, não sou capaz de ouvir os próximos movimentos, somente fecho meus olhos e coloco a mão no rosto. “Pode ser eu, pode não ser, mas fique calmo. Você é o talento do show que eles querem.”


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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Mason Greene em Sex Set 14, 2012 10:18 pm

Nunca perdi ninguém para os Jogos Vorazes, mas somente pois não houveram oportunidades. Certamente você deve estar pensando, "-Cara, você é muito sortudo". Eu não penso assim. Pelo contrário, isso é uma catástrofe quando se tem quatro irmãos mais novos. Só de cogitar a possibilidade de algum deles ser selecionado e eu já estar velho demais para poder me voluntariar, bate-me o desespero.

E agora que o meu irmão do meio também adentra na contagem, eu tinha a obrigação de acalma-lo. Eu até queria dizer para ele que não será selecionado e que ficará tudo bem, mas não posso mentir para ele, tenho de ser realista e lhe contar tudo que sabia sobre os jogos. E esta foi a minha noite senhores, não dormi, ao invés disse contei tudo que aprendi assistindo tantos anos de jogos.

Só pude descansar duas horas antes da colheita. Não era muito, mas considerando que quase nunca durmo esta quantidade de tempo, dou-me por feliz. Quando desperto, todos estão prontos e assim tenho tempo para me arrumar. O banho gelado de sempre, as roupas brancas que foram compradas ano passado e a mesma marcha fúnebre de todos os anos. Sim, é difícil senhores, mas é algo que tenho de suportar por mais dois anos.

Durante a caminhada, percebo as pessoas que nos encaram com grande tristeza. Na minha mente, elas pensam que o próximo que dobrar a esquina para alcançar o edifício da justiçã será o escolhido. Eu, entretanto, retribui a tristeza com rancor. Não queria que condenassem nem a mim e nem aos meus irmão, e aparentemente, eles deviam entender, pois permitiam que todos passásemos.

Quando alcançamos a praça, abraço minha mãe e minhas duas irmãs mais novas e apertando as mãos dos meus irmãos. Passamos pelo procedimento padrão de coleta de sangue e registro de tésseras, este ano peço apenas 5 tésseras. Logo, sou encaminhado para uma lacuna. Aparentemente, cada candidato a tributo era levado para uma dessas lacunas e lá jogariamos algo como roleta-russa. Ou seja, se você foi disparado ou escolhido, será encaminhado para a morte lenta e dolorosa na arena.

Endireito-me da melhor maneira que posso e aceno para o meu irmão quando ele se move até a lacuna que se encontra ao meu lado. - Boa sorte... - Ele faz um aceno de concordância, retribuindo meu comprimento. Então, a roleta começa a girar e posso somente ouvir o representante da Capital dizer "Como sempre, moças primeiro."

No fundo, rezo para que seja qualquer um , o escolhido. Se eu e minha família não formos, estarei bem.
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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Callum Thompson Crawn em Sab Set 15, 2012 3:16 pm

Colheita

Sem dúvidas, a pior sensação que alguém pode ter é não dormir, descansar e ficar bem. Infelizmente eu passei por isto. Esta noite eu não consegui dormir, porque daqui a pouco seria a colheita aqui no Distrito 11, eu com 12 anos até agora nunca participei de uma colheita, esta para ser minha primeira vez e é o que me atormenta, mas o pior é lembrar da morte do meu irmão mais velho três anos atrás com uma flechada no braço, morrendo de desidratação num deserto.

Minha família é pobre; claro que para todos aqui no Distrito 11, ela pode ser considerável razoável por eu conseguir comer um pão, coisa que a maioria não pode. Vou até a sala que fica ao lado do meu minúsculo quarto e sento, comendo um pão queimado. Minha mãe desce as escadas já pronta para a colheita e eu ainda de cueca, sentado como um folgado. - Como andas, meu bem? - Minha mãe pergunta, sentando ao meu lado e beijando minha testa desejando boa noite. - Não dormi nada, estou com medo mãe! Você sabe que sou corajoso, mas só tenho 12 anos e não quero morrer como meu irmão! - Minha voz falha no final da oração e choramingo um pouco, semi-deitado no colo de minha mãe, quem me criou, porém não cuida de minha irmã mais nova, o que sobre para mim.

Ela me ordena ir para o meu quarto que tinha uma roupa especial para mim, nunca tinha vestido uma coisa tão bela quanto antes. Uma blusa marrom e calça, sempre usei short e uma sandália, e vestir um sapato era mesmo agradável. - Era de Jason. - Ela exclama, falando sobre as vestimentas que pertenciam à meu irmão quando ele tinha 10 anos, ele era bem mais forte que eu, um menino magricelo de cabelo pixaim. Vou para frente da nossa casa e sento nos degraus que quando pisados roncam. “Pode ser hoje que eu fico distante de minha família, pode ser hoje que eu siga o caminho para a morte.” Meus pensamentos são muito drásticos, mas faço meu máximo para escondê-los. Minha irmã e pai descem, papai segurando Julie de 7 anos que pula do colo dele para segurar minha mão e descermos, e mamãe segurando Charlotte no colo, de apenas três aninhos de idade, que eu sou o quem mais cuida.

Descemos a colina até a praça, onde não sabia o que fazer. - Olha, filho. - Meu pai começa. - Você vai ali naquela mesa com um homem de branco e ele irá tirar um pouco de sengue de você. - Sangue, uma das coisas que eu mais tinha pavor em toda minha vida. Aceno com a cabeça e dou uma despedida para minha família, indo para o centro dos meninos e fazendo o procedimento me identifico e sinto a agulha tirando meu sangue. Vou até o local onde temos que ficar, viro para um menino de 15 anos ao meu lado e pergunto. - E agora, onde eu fico? - Ele vira para mim com um olhar sarcástico e medonho. - Está vendo aqueles buraquinhos ali? - Ele aponta para mais de dez buracos, como se fossem o espaço para balas de um revolver. - Você entra dentro de um e espera o representante entrar e anunciar.

Faço que sim com a cabeça, tremulo como nunca antes. Me dirijo até meu espaço e entro, coloco a mão na testa tentando colocar meu cabelo crespo para trás, até que ouço um sapateado de um homem da Capital entrando no lugar. - Primeiro as damas! - Ele diz, depois do vídeo e discurso que todo ano tem, e vejo. Quando ele vai girar a roleta, nem quero saber as das meninas, mas me desligo completamente até o masculino, poderia ser eu. Será?

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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Loshi Wasee Hayes em Sab Set 15, 2012 4:05 pm

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Cause you can't bandage the damage♕
you never really can fix a heart



Olhando para o céu azulado, continuei minha caminhada em direção a pequena floresta do distrito 5. Durante o caminho meus pensamentos eram inconstantes. Faltava apenas um dia para a colheita. Suspiros e calafrios afloravam minha pele, demonstrando minha tensão. Pressentia que nada de mal aconteceria a mim ou a Erin, mas ao mesmo tempo uma escuridão encobria meus pensamentos. E então eu me imaginava, ali, no campo de batalha onde somente um tributo sai vitorioso. Mas como? Sim já era chegada à colheita. O tempo havia passado com uma rajada de vento que leva tudo com força e rapidez. Parecia ter sido ontem que o tributo vitorioso Michael, havia sido coroado por sua proeza dentro da arena Lua, mas não, os próximos jogos já se aproximavam.

Chegando a cerca, que separa o distrito da floresta, com cautela olhei para os lados a procura de alguém que poderia estar me observando. Não, não havia ninguém a espreita. Então com muito cuidado, para não me machucar, peguei uma parte do arrame farpado e puxei para cima. Assim, possuía o espaço necessário para passar por debaixo da cerca. Depois retornei a colocar o arrame para baixo, não deixando pistas de que havia passado por ali. Andando lentamente pude ouvir vozes, se aproximando bem devagar. Sim, era um pacificador que estava ali por perto, a procura de algum delinquente rebelde, como eu. Portanto, sai em disparada, em direção à mata fechada da floresta, subindo em uma árvore não muito alta, mas segura. Logo, o perigo passou e pude descer dali.

Estava completamente esbaforida, devido à corrida para salvar-me de uma repreensão. Por isso, peguei em minha mochila uma pequena garrafa de água, bebericando apenas alguns goles. Afinal de contas, eu não sabia até que hora seria minha caçada. Preparei algumas armadilhas, e subi finalmente em um galho, que estava no máximo um metro e meio do chão. A movimentação da floresta era quase nenhuma. Recostei então minha cabeça no tronco da árvore, em sinal de cansaço, e pus-me a cantar bem baixinho. “The world is ours if we want it. We can take it, if you just take my hand...There's no turning back now”. Uma lágrima escorreu pelo meu rosto. Quem me conhecia, somente depois da morte de meu amado, pensava que eu não era capaz de sofrer, que eu era durona sempre. Mas não, eu ainda me lembrava da morte dura de Chasee.

Chorei até soluçar, foi então que percebi que o vento começava a bater mais forte de um lado da floresta, e isso com toda a certeza faria os animaizinhos se movimentarem, saírem de onde estavam. Enxuguei minhas lagrimas com as mãos, peguei meu arco e separei três flechas ao meu lado. Preparando uma, que estava sedenta por um animal. O barulho de uma ave tilintou em meus ouvidos, trazendo meu sorriso sarcástico de volta. 1, 2, 3... Agora o único barulho que podia se ouvir era o baque da ave caindo ao chão. Esperei mais alguns minutos, mas nada, e como o céu já estava deverás escuro, resolvi ir logo vender aquela ave suculenta, no mercado.

Sai da floresta e avistei outro pacificador. Guardei a ave na mochila e peguei um cigarro. Com tom insano e debochado, fui até o pacificador e fiz um pedido inusitado, deixando-o de boca aberta e quase me batendo. “Ei, Sr. Pacificador, por acaso você não poderia acender o meu cigarrinho. Sou filha legitima, porém, rejeitada da capital e mereço um pouco de diversão, ou não?”. Nem eu acreditava ter dito tal afronta. No entanto, a maior surpresa foi a minha. O pacificador estendeu suas mãos, e tirando um pequeno isqueiro do paletó, acendeu meu cigarro.

Agradeci-o e voltei a seguir meu caminho, curto, mas cansativo. Ou melhor, eu já me encontrava cansada, por isso parecia ser mais longo do que normalmente era. Encontrei minha mãe no caminho, dei-lhe um beijo na testa, e falei que levaria algo bom para comer em casa, à noite. Ela assentiu, e um pouco mais sorridente, continuou seu caminho para casa. Provavelmente Erin já estava em casa. Às vezes, me sentia uma segunda mãe, ou até o papai. Pois depois que o mesmo morreu, tomei conta de mamãe ajudando-a o máximo que podia assim como ele o fazia.

Finalmente cheguei ao mercadinho. As lojas começavam a fechar, por isso, tentei ser o mais rápida possível. Primeiramente fui ao açougue vender a ave robusta que havia capturado. Não ganhei muito, mas o suficiente para comprar alguns legumes e macarrão, para fazer uma sopa mais incrementada, e por sorte sobrou o suficiente para poder comprar um frasco de gel para o cabelo. Colocando tudo na sacola, terminei de tragar meu cigarro, e joguei-o no chão, esmagando-o com meu coturno marrom, já bem desgastado.

A noite foi bem melhor do que esperado, por ser véspera de colheita. Juntas, eu e Erin fizemos a janta. Uma sopa deliciosa de macarrão com vários legumes. Algo que há tempos não comíamos, e nos satisfizemos bastante. Nesta noite eu fiquei com a obrigação de dar a janta a meu irmãozinho e depois lavar a louça. Fiz tudo rapidamente, ao contrario de muitas crianças, meu irmão, aquele lindo pequenino de cabelo loiro e cacheado, sempre jantava sem pirraça. Deixei-o no quarto, onde mamãe iria ler uma historia para ele dormir, assim como fazia comigo e Erin, quando éramos crianças.

Chegando ao quarto Erin já estava dormindo, ou fingindo. Notava que ela estava inquieta havia uma semana, e isso tudo pode ser confirmado pelas suas olheiras de cansaço. Mas quem iria ligar para isso, visto que, a colheita estava tão próxima de acontecer. Deitei e logo adormeci, porém, acordei no meio da noite e não mais consegui dormir. Havia tido algum pesadelo que não consegui lembrar, de forma alguma. Virava insistentemente de um lado para o outro, e nada de o sono voltar. Logo, os raios de sol já entravam pelas frestas da janela, deixando-me mais nervosa.

Percebi que Erin havia retirado seu cobertor bruscamente, provavelmente, havia acordado. Por isso, virei para o lado e fechei os olhos, fingindo dormir o meu sono pesado e costumeiro. Pressenti que ela me olhava, pensando em algo mirabolante, ou então só tentando ver se eu estava mesmo dormindo. Fingi um ronco meio estranho, fazendo-a acreditar no meu sono.” Loshi, levanta.” É, meu plano deu certo, pensei. A vi saindo em disparada do quarto, como se estivesse extremamente aflita, ou então estressada. Mas eu é que não queria saber, portanto dei uma enrolada no quarto antes de descer.

Estava exausta, quase caindo da escada quando descia. Assentei na mesma e comecei a rir sem parar, num ataque de risos contagiante, que só eu podia ouvir. Fui até a cozinha, onde pude ver meu irmão comendo sua maça cortada, e minha irmã, olhando profundamente para mamãe. Uma tristeza repentina pareceu tomar conta da cozinha, deixando todos calados por alguns instantes. Na mesa não havia muita coisa, apenas queijo, algumas maçãs e pão de milho, afinal nossa situação não estava das melhores.

O ar estava muito estranho, minha irmã até o instante não pronunciará nada. E ela, que era tão falante, ao contrario de mim, que era uma pessoa muito fechada. Assentei-me na cadeira do lado de Erin, e pude perceber um sorriso de canto de boca, e por fim ela finalmente falou algo, enquanto me entregava uma vistosa maça. “E que a sorte esteja sempre a seu favor.” Mais uma vez não pude controlar minha risada, talvez estivesse mais nervosa do que nas outras colheitas. “Muito obrigada irmãzinha, mas dependendo da sorte, prefiro ela longe de mim”. Imitamos direitinho o sotaque da capital. Começamos a rir loucamente, como em algum dia qualquer durante o ano quando lembrávamos daqueles coloridos e esquisitos poderosos da capital.

“Fiz vestidos para vocês!”, ouvi minha mãe dizer enquanto se aproximava de nós por trás, dando-nos um abraço apertado e indo para o seu quarto. Voltou trazendo dois lindos vestidos. Eram simples, porém os mais bonitos que eu já havia visto. Apesar de não gostar muito de vestido, dei um abraço apertado em mamãe e fui para o quarto me trocar. Meu vestido era branco e o de Erin um lindo azul. Como sempre eu demorava mais para me arrumar, ocupando durante alguns minutos o banheiro. Adorava fazer penteados dos mais diferentes. Dessa vez, aproveitei o gel que havia comprado no dia anterior, e fiz um pequeno topete com uma trança levemente voltada para o lado.

Desci as escadas e vi Erin me esperando na porta, e mais ao lado minha mãe e Enzzo. Fui até os dois, dando um abraço apertado em Enzzo, e apertando-lhe também as bochechas, deixando-o levemente irritado, como sempre fazia. Porém, ele adorava me ver sorrindo e logo me abraçava de novo. Por fim, antes de sair de casa abracei minha mãe, e dei-lhe um beijo na testa. “Mãe fique firme, se alguma de nós não voltar hoje, saiba que será uma de nós a vencedora dos jogos”.

Erin e eu éramos muito ligadas. De mãos dadas durante todo o percurso, fomos em direção ao Edifício da Justiça. Quando chegamos ao local, já de costume esperamos na enorme fila para tiragem de sangue e checagem de presença. Picadinha no dedo, sangue numa folha de papel, papel num recipiente enorme de vidro com os demais papeis. Logo atrás estava minha irmã, esperei-a ali por perto, enquanto observava os “novatos” na colheita. Senti um abraço apertado, era Erin, ela parecia tão frágil que quase me fez chorar na frente de todos, coisa que eu evitará durante muito tempo.

Hellou, aquela voz da capital sempre me irritava. Reclamei assim que mais uma esquisita da capital nos desejava um “Feliz Jogos Vorazes”. Feliz? Um dia ela vai ver meu feliz punho na cara dela. Aquele filminho sobre a rebelião me dava sono, ele não se davam conta de que eram hipócritas e nós sabíamos disso, só não tínhamos a força necessária para contra ataca-los. Um menino e uma menina seriam escolhidos, como sempre. Primeiro as damas... Como se isso fizesse alguma diferença, logo irão uma dama e um cavalheiro, a ordem não importa, meu santíssimo. Estava no ponto alto do meu estresse quando meus olhos se depararam com o enorme revolver, uma roleta gigante onde todas as meninas no distrito se encontravam. Segui a fila e adentrei naquele enorme buraco, me sentia como uma bala de fogo. Esperava não ser o"tiro" certeiro. Então tudo começou a girar, minha cabeça girava, ela girava e girava e parecia que não iria parar. Mas parou, assim como o revolver. E uma de nós era a escolhida.
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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Jullie Anne McTaylor em Sab Set 15, 2012 7:46 pm


You know I'll be Your life, your voice your reason to be My love, my heart Is breathing for this Moment in time I'll find the words to say Before you leave me today
If we could only turn back time
Flashes left in my mind Going back to the time

Começa mais um dia no distrito 1, mais não é um dia qualquer. Isso mesmo meus amigos, é o dia da colheita, um dos dias menos esperados do ano; é exatamente isso, eu não quero ir para os jogos, uma das únicas de meu distrito. Acordei me remexendo na cama, não consegui dormir direito na noite passada, pensando na morte. A participação nos jogos é morte eminente, azarados são escolhidos para ir aos jogos, temos doze distritos, do mais rico, ao mais pobre, quase na miséria, e para os jogos, são escolhidos dois tributos, um feminino e um masculino, de cada distrito, e apenas um volta pra casa, de 24 tributos, apenas um pode sobreviver. É um reality show, sou obrigada a assistir desde que nasci, sempre um banho de sangue, normalmente, quem é dos distritos 1, 2 e 4 vencem, os chamados "carreiristas". Esse ano, a presidente Emily resolveu mudar as coisas, a colheita será na Capital, todos as pessoas de 12 á 18 anos devem ir para a Capital, senão, consequências terríveis aconteceram com aquela pessoa, e até com a sua família. Sentei na cama, a luz que entrava pela janela, refletia no espelho em cima da minha cômoda/guarda-roupa, e formava um delicado arco-íris em meu quarto, bonito e brilhante.
- Está quase na hora, Anne, fique calma e respire, as chances de você ir são minímas. - Falava sozinha, coisa que costumava fazer quando estava nervosa.
O clima estava tenso no distrito 1, parecia que alguém havia morrido, e alguém ia morrer, mas não agora. Minha irmã mais velha, Evelyn, deve ter saído para o trabalho, ela tem 24 anos, passou direto pelas colheitas, e agora que era maior de idade, começou a trabalhar, está noiva de um cara, Kevin, e eles estão pensando em se mudar para um apartamento, ela é sempre a perfeitinha da família, e eu "deveria seguir os passos da Evelyn, ela é um ótimo exemplo de pessoa", é o que sempre dizem para mim, já estou acostumada. A minha vida é basicamente um estrume de vaca, eu não posso fazer nada rebelde que me dizem que eu deveria ser mais "Evelyn", e se eu faço algo direito sou comparada com ela, da hora a vida.
Andei pelo quarto, coçando meus olhos, tentando afastar o sono, mas em vão. Fui até o banheiro em meu quarto e me olhei no espelho, meu pijama listrado estava abarrotado, meu cabelo loiro estava desarrumado, e minha cara era de tédio e sono total, hora da mudança.
Joguei água em meu rosto, daquelas bem geladas, que te fazem acordar de verdade, e eu me olhei novamente no espelho, pensei, seria bem legal pintar as pontas dos cabelos de uma cor diferente, esse loiro já estava me irritando. Minha mão escorreu até o armarinho em baixo da pia, peguei cada caixa de tintura incomum que lá estava, analisei cada uma com cuidado, no final, escolhi as cores rosa e roxo. Fiz a mistura que dizia nas instruções, passei a rosa nas pontas de algumas mechas, e a roxa em outras, então coloquei papel metálico em todas as mechas com as tinturas. Passei uma hora, esperando que a tintura fizesse efeito, ficava lendo as mesmas revistas, passando de folha em folha, apenas olhando, sem algum interesse no que lá estava escrito.
Passada uma hora, era hora de retirar a tintura, e ver como meu cabelo havia ficado, e para fazer isso, tinha que tomar banho. Despi-me e fui em direção a ducha, tirei o papel metálico das mechas e liguei o chuveiro, a tintura saiu, e apareceram as cores, mais escuras é claro, por causa da água. Terminei meu banho após alguns minutos e me sequei, botei uma calcinha e um sutiã e então peguei meu secador, era hora de ver o resultado da pintura.
Meu cabelo estava seco e penteado, o resultado foi uma mistura de pontas roxas e rosas, meu cabelo estava sedoso por conta do shampoo, e também por causa da escova, fiquei mais ou menos meia hora alisando meu cabelo. Sai do banheiro e fui ver uma roupa, não iria ser nada muito especial, iriamos para a Capital, passar pela Colheira, não me importava em causar uma boa impressão, afinal estávamos indo em direção a morte.
Quando terminei de me vestir, o resultado não foi tão mal, basicamente [Somente administradores podem ver este link]. Desci as escadas até a cozinha, lá estava minha mãe, fazendo o café da manhã, com uma cara meio triste, como sempre que havia a Colheita.
- Bom dia, mãe. Torradas? - Perguntei, apontando para o que ela estava fazendo.
- E ovos. E ai filha, nervosa?
- É meio impossível não estar, mãe.
Ela saiu do que estava fazendo, veio até a minha frente e me abraçou, de um modo acolhedor, ela estava com medo, de eu ir para os jogos, e ela não era a única, já era sorte minha não ter ido nem com 12, 13 anos, pelo menos agora sou mais forte do que antes, devo ter alguma chance lá dentro, pelo menos eu acho.
- Me escute querida, você tem poucas chances de ir, e, se você for, me prometa uma coisa, fará de tudo para voltar para casa, seja forte hoje, Anne. - Minha mãe só me chamava de Anne, e eu fiquei tão acostumada que normalmente me chamo de Anne de vez em quando.
- Eu prometo, mãe.
Ela me soltou e ela me disse que meu pai estava me esperando no andar de baixo, tinha que pegar o trem juntamente com as crianças de meu distrito. Desci as escadas, eu e meu pai entramos no carro, não dissemos nada o caminho todo até a estação de trem. Eu o abracei e ele me desejou boa sorte, então eu entrei no trem e me sentei do lado de uma estranha.
Um tempo passou, então chegamos na Capital, todos fomos encaminhados para um lugar desconhecido, os habitantes do principal continente de Panem estavam bastante curiosos com os turistas, sempre desejavam "Feliz Jogos Vorazes", queria vê-los no nosso lugar, se eles gostariam de ser mandados para um lugar onde a morte é certa.
Então, entramos em um lugar desconhecido, todos fomos separados pelos pacificadores para uma sala, esperei por um tempo, então eles entraram novamente na sala, disse que estava tudo pronto, que era para eu entrar numa especie de "buraco", que não era pra eu me preocupar e que ia ser rápido. Dei de ombros, não queria contrariar um cara que parecia um armário, então, entrei no "buraco", não era muito apertado, fiquei lá esperando. Começou a rodar, o que eles pretendiam? O que era aquilo? Eu não sabia, só não ia vomitar ali. Estava girando, e não parava, não era rápido, e então, do nada, parou, o que significava?



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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Andrew Sulzbach em Dom Set 16, 2012 3:29 pm




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i'm wide awake

Acordei um pouco antes do nascer do sol atormentado por terríveis pesadelos. Em um deles, três tributos - que não sei ao certo a qual distrito pertenciam - me perseguiam com forquilhas, facas e até arcos. O cenário era hostil, com uma praia de areia branca que era possível ver a água salgada a alguns metros de distancia, mas quanto mais eu corria para ela, mas a água se afastava, e logo percebi que a praia era infinita. Não tinha água de verdade, era tudo uma miragem. Estávamos no deserto. Quando acordei, estava suando frio e com muita sede. Claro, aliviado também por saber que tudo se tratara apenas de um sonho muito ruim.
Mas era sempre assim. Todos os anos, a semana que antecedia a colheita era marcada por terríveis pesadelos com cenas já vistas por mim em Jogos antigos. Despertar também não era assim tão bom, mas se me mantivesse ocupado por tempo suficiente, quase conseguia esquecer momentaneamente o que nos aguardava. Quem seriam desta vez? Torcia internamente para não ser eu, ou nenhum amigo, ou qualquer pessoa que eu conhecesse. Pouco provável.
Andei em círculos pelo quarto e por fim, comecei a fazer rabiscos numa folha de papel. Não demorou muito o sol surgiu, e uma nova movimentação iniciou-se. Saí para a rua, mas o clima permanecia tenso, então voltei para casa e assisti às reprises dos Jogos na tv, mesmo que isso fosse agonizante. Não sei, mas quato mais eu temo uma coisa, maior é a minha tendência a confrontá-la.
As horas se arrastaram mais devagar do que eu me lembrava que seriam. Comi consideravelmente bem no almoço, para logo depois desfrutar de um banho curto e vestir roupas confortáveis e comuns. Uma calça cáqui, tênis branco e uma camisa vermelha, que serviria para me diferenciar da população masculina da minha idade que em geral usava apenas cores em tons pastel.
Me dirigi à praça, onde uma arma gigante me aguardava. Não tardou para que mais garotos se juntassem a nós, e a cerimônia tivesse início. - E que a sorte, esteja sempre ao meu favor. - sussurrei, como uma piada interna. No fim, eu tinha a plena certeza que não seria escolhido, eu nunca fui, porque seria agora? Era o que eu repetia mentalmente. Mas o nervosismo tomava conta, e eu suspirava frequentemente.

TAG:blá blá blá;WEARING: citado no texto; NOTES:fiz na pressa, por isso o post saiu horrível WIEHIW;[Somente administradores podem ver este link]




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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Yandel S. Stafford em Ter Set 18, 2012 4:43 pm




Yandel theme song...
And this my archery, So kill you maybe


Eu estava correndo para os lados, me escondendo de árvore em árvore. Com medo de algo, algo que não via e nem sabia o que seria. Eu estava nos jogos. De meus olhos escorriam lágrimas. Olhei para frente e cai em uma pilha de pedras. Vi Joshua, me levantando, ele dizia como sempre "Cuidado Yandel, sabe que o pior acontece" - Eu tentei o tocar, mas quando meu dedo estava encostando nele, Joshua virou fumaça e percorreu pelo céu. Ouvi o barulho do canhão soar novamente. Então eu rezei para que fosse o último, eu não prestava atenção em muitos detalhes. Realmente.Sentei-me no chão, e observei tudo com harmonia, quando animais vieram para trás de mim. Levantei-me e corri como um louco, até que deparei com uma garota que tinha uma machadinha. Tentei fugir, não dava, estava circulado por obstáculos. Desistiria, mesmo sabendo que ninguém iria se orgulhar de mim. A garota cravou a arma em minha cabeça. Cai morto.

Acordei todo suado, observando aos lados. Avistei a cama debaixo da beliche, senti saudades de Josh. Então eu desci da cama e disse para mim mesmo "Feliz Jogos Vorazes, Yand. E que a sorte esteja sempre à seu favor." Seguia os passos de meu irmão, desde o começo da rotina. Tomara que imitá-lo me dê um pouco de sorte, ou algo assim. Andei infeliz de cabeça baixa até a cozinha da casa. Peguei uma caixa de leite dentro da geladeira e despejei num copo. Olhei no armário, abrindo-o à procura de um achocolatado para complementar minha refeição matinal, mas não havia nada parecido lá dentro.

Olhei para o lado, e vi meu pai rindo, uma lembrança de anos atrás quando eu tinha dito que iria aos jogos e iria ganhar, naquela época eu tinha 12 anos e era minha primeira colheita. Josh, minha mãe e papai todos riram de mim por ser valente. Eu odiava o deboche que faziam comigo, como se eu fosse um traste que não havia utilidade alguma. Aí eu conheci algumas pessoas, junto á colheita. Desisti de vários dos meus sonhos. Odiei aquela época, e preferia nem ter lembrado. Mas em todo dia da colheita eu me lembro e fico emburrado.

Esqueci da cena após alguns minutos. Minha vida não poderia parar, nem mesmo no dia da colheita. Fiquei triste, e comecei à andar para fora de casa, até avistar a horta murcha por causa do calor. Será medo da colheita, também? Não, plantas são quase inanimadas, então posso esquecer minha ideia e jogar no lixo junto com as minhas outras maluquices pós-sono. Sentei-me na cadeira branca encostada na parede da varanda, e fiquei observando a floresta. Logo minha mãe apareceu na porta, ela parecia triste. Então ouvi sua voz fraca "Talvez eu perca mais um filho, não posso deixá-lo ir... Não posso." De qualquer maneira, as palavras dela me fez refletir por um momento, e entrar para dentro da casa para uma conversa simples.

Olhei para ela, deixando uma lágrima deslizar por meu rosto. Passei a mão nos cabelos grisalhos dela, e observei seu rosto encolhido com um pouco de rugas aparecendo pelos últimos tempos que ela passou chorando por causa de Josh. Eu e ela sabíamos que não daria certo, que poderia acontecer o pior, de qualquer maneira. Vencer, ele quase chegou. Mas perdeu como muitos. EU fiz um sorriso falso, para reanimá-la "Mãe, pode ser que não me escolham. Eu tenho que ir, não quero que o pior aconteça comigo ou contigo. Lembra dos últimos tributos à desobedecerem as ordens de ir à colheita? Viraram avox! Eu não posso ir para a Capital e virar servo mudo. Não..." Eu limpei as lágrimas do rosto dela, e fiz ela encontrar o lado positivo. Ela levantou o dedão e começou á brincar como fáziamos, pensavamos que ele fosse um avião. Dei umas risadinhas bestas. E então eu beijei meus dedos, e levei meu braço direito para cima. Ela fez o mesmo. Era um gesto que muitos faziam em Panem, como se significasse 'Tudo irá ficar bem'.

Ela me deixou ir, sorrindo. Eu lhe dei um beijo na testa, como se fosse um Adeus. Não sabia o que poderia vir, pois então, teria que fazer o tanto para agráda-la antes de tudo, para me dar uma boa lembrança. Da última vez, eu lembro que meu pai escondeu o arco dele em baixo da casa, que por acaso ele fez um buraco bem na beirada, para ninguém achar seus armamentos... Enfiei minha mão no buraco, e juro ter sentido uma cobra, um lagarto ou uma minhoca grande. Então achei o arco e retirei meu braço o mais rápido possível, talvez fosse a armadilha que meu pai tanto dizia. Sempre achei que não existia, mas era um reptil de plástico, apenas para assustar os curiosos.

Olhei para os quatro espantalhos arrumados em uma fila horizontal para os treinos familiares que costumava ter nas quartas. Puxei algumas flechas grudadas no tórax dos vários espantalhos, e olhei para cada um confiante. Iria arriscar com uma das flechas velhas e em decomposição. Posicionei uma delas no descanço de flecha, e ajustei a alça de mira. Quando vi que estava tudo certa, soltei a flecha e a vi em enorme velocidade chocar-se contra a caixa toráxica do espantalho, fazendo com que achasse que estava com uma boa reputação, não teria nem mais treinos para eu poder ir à colheita. Estava realmente preparado, caso eu fosse escolhido... Talvez até não concordassem comigo em seguir meu irmão, e tentar vingar-me de sua morte. Se o sangue realmente derramasse, problema era do futuro, problema era MEU. Eu estava destemido à fazer o que der e vier.

[...]

Pouco tempo depois de meu treino matinal, já estava em um lugar muito estranho. Mas, era onde iria ser a colheita. Como sempre a Capital me supreendia com suas engenhocas estranhas. Estava em um tipo de gatilho de arma, e poderia ver mais vários outros tributos com expressões de medo, ou de felicidade. 'Cada um por si, agora' - pensei, pouco me lixando para os próximos escolhidos. Fitei os outros com um olhar de desespreso, e franzi o cenho me perguntando 'Quais seriam, e qual a capacidade dos tais.' Estava distraido, quando 12 tiros foram disparados. Me segurei no chão para não pular e ser debochado por muitos. Então eu olhei para os lados com um sorriso envergonhado, quando a estrutura começou á rodar rapidamente. WOW! Não fiquei nem tonto, por que havia sido muito rápido, quase tanto como a velocidade da luz... Não, exagerei. Parou em uma garota. O que iria acontecer? Não estava ciente de nada, e torci para que não fosse o que pensava ser, uma seleção...



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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Isabelle D' Colloci em Sex Set 21, 2012 4:39 pm

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Era o dia. Outra edição dos Jogos Vorazes estava para começar, e o povo do Distrito 2 receava que seus filhos e parentes fossem sorteados. Muitos pensavam assim, até mesmo os jovens que corriam esse "risco" . Fui acordada pela manhã , por um sonho ruim. Eu via o sangue de meus pais e meu irmão escorrerem em minhas mãos, e os corpos estavam na minha frente, todos mutilados. Eu chorava e ria maleficamente ao mesmo tempo, até que acordei assustada. Olhei minhas mãos, e elas estavam limpas. Nunca havia tido um sonho/pesadelo tão horrendo assim, nem mesmo depois da morte de minha irmã mais velha. Ela era o único motivo por qual eu lutava para entrar nos Jogos, eu rezava para ser sorteada, e vingar a morte dela na Arena. Lembro-me exatamente da cena em que ela foi morta... Um rapaz do Distrito 1 - que fizera uma aliança com ela - a matou utilizando uma estaca de madeira. Ele a fincou no estômago de Mary ( o nome de minha irmã ) , e o sangue escorreu pela boca dela. Eles eram os últimos tributos na Arena, e teriam de fazer isso, mas eu não suportei, e jurei me vingar do Distrito 1.

...


Logo pela manhã, todos os moradores do Distrito 2 foram para o local determinado onde a "cerimônia" aconteceria. Eu mesma havia separado minha roupa, e coloquei um vestido simples e uma sapatilha. Apenas deixei meu cabelo solto, e natural e sai, acompanhada de meu irmão mais velho, para a Colheita. Eu sorri de lado ao ver os jovens todos algomerados novamente. Fazia 4 anos que eu estava me inscrevendo, e foi tudo exatamente igual. Depois do fim do filme, eu olhei para meu irmão, animada quando a roleta começou a rodar, e disse :

- Feliz Jogos Vorazes, Peter.

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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Anna V. M. Deisler em Sex Set 21, 2012 8:54 pm

Silêncio, medo, angústia. Meu coração acelerado e desesperado quase pulava por minha boca, gotículas de suor tocavam o solo da Sala de Treinamento de minha casa, eu estava lá a horas, nem percebera quando o sol nasceu. - A Senhorita vai se matar antes mesmo que possa ir para Arena. - Uma voz invadiu a minha cabeça, era Birkie, a governanta da minha casa, ela sorriu doce e eu passei por ela rumo ao meu quarto. - Não antes de matar algumas pessoas Birkie. - Assenti sumindo da vista dela e adentrando meus aposentos.

Prende meus cabelos em um alto coque, poderia ser a minha última visita a minha casa e as minhas coisas, organizei meus pertences e comecei a escrever uma carta aos meus pais, eles costumavam ficar longe, bem longe, quando era época de colheita, só voltavam depois dos jogos, acho que eles tinham medo de saber se era mesmo eu na Arena, só quando tudo terminava eles criavam coragem de ir ver se não fora eu a morta da vez ,eles enfim voltavam pra casa...

"Papai e mamãe ... Por onde começar? Se vocês encontrarem essa carta possivelmente eu fui pra Arena. Vou sentir falta de vocês se essa for mesmo minha vez, eu tenho medo como das outras cinco vezes, quero poder rasgar essa carta como rasguei as outras, ao lado de vocês. Se por ventura eu não voltar, por favor deixem tudo como está, e lembrem de mim como quem batalhou pra realizar o sonho de ficar conhecida em toda Panem, não quem morreu tentando, sempre amarei vocês, se eu for prometo tentar voltar, mas se não voltar, saibam que os amei a cada segundo, com amor Viktorie."

Deixei a carta onde eles a veriam caso eu não voltasse pra escondê-la como das outras vezes. Entrei no banheiro, a banheira já estava pronta e estava quase na hora da colheita , tomei um banho demorado e lento, eu não queria sair dali,mas podeira acabar virando uma Avox se não fosse, não estaria nenhum pouco feliz por ter minha língua cortada, então me apressei, eu vesti um vestido branco, prendi os cabelos,o que era raro, me senti patricinha demais, eu não era assim,mas não me importei muito, apenas apressei o passo.

Minhas pernas continuavam em um ritmo sinuoso, meus pés doíam a cada vez que eu os batia no chão, mas precisava me apressar, meus passos estavam cada vez mais rápidos, eu estava quase correndo, me juntei aos outros rapidamente depois de dar meu nome pra mostrar que estava presente como os outros, a colheita daquele ano parecia diferente. Tomei me lugar ao lado de uma menina loira, quando o gatilho girou eu fechei os olhos e torci pra que não fosse eu por meio segundo, quando abri os olhos nada me surpreendeu!
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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Crystal White em Dom Set 23, 2012 7:23 pm


Nauela manhã eu me acordava cedo, Tomava um banho, comia algo e me dirigia para o centro do distrito junto com todos os jovens com idade entre 12 à 18 anos- A capital sente prazer em ver 22 adolescentes morrendo para recompensar o que nossos antepassados mortos fizeram- Eu pensava . Hoje teria a Colheita e eu pretendia não ir para os jogos mas eu ja estava pronta para caso eu fosse escolhida, aquele era meu 4º ano colocando meu nome na roda dos Jogos, eu estava assustada mas não demontrava eu dava meu nome e ia para junto de todos percebendo que meu irmão e meu melhor amigo estavam lá murmurei para os dois -Boa sorte!- em seguida eu voltava a olhar para a mulher colorida que estava no palco, a ouvia dizer sobre o mesmo video de sempre e em seguida passava o video, apos o termino do mesmo ela falava algo e depois falava algo me me intereçava Primeiro as damas então fechei meus olhos respirei fundo e quando os abri a roleta ja estava rodando, aquele seria o inicio de um novo mundo então ela tirou o nome da dama
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