101° Hunger Games

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101° Hunger Games

Mensagem por Emily Lisbeth Stoker em Sex Set 07, 2012 4:57 pm

Relembrando a primeira mensagem :

A Colheita


Consiste em um gatilho de arma gigantesco. São 12, no total, onde os adolescentes futuros tributos ficam no lugar das balas. Ouvem-se tiros, 12 exatamente, e tudo começa a girar, girar, girar... Até que para. Em um tributo feminino, primeiro. E depois volta a girar, escolhendo o tributo masculino.

x O post deve ter mais de 10 linhas
x Nada tão complicado, não precisa fazer a Bíblia. O critério de avaliação será em como você escreve, se bem, ou se mal, e seu nível de interação.
x É OBRIGATÓRIA a postagem na Colheita. (exceto para o Distrito onde já foram escolhidos os dois tributos) O morador de Panem que não postar corre o sério risco de virar Avox.
x Os posts podem ser feitos até 25 de Setembro
x Deve-se postar até a parte em que a roleta PARA. O player que postar algo além disso (por exemplo, que foi sorteado) virará Avox imediatamente.

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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Austin Lynch em Seg Set 24, 2012 12:00 pm


"AUSTIN ROSS LYCNH
"SEE AS IN HELL"


DISTRITO 9COLHEITA16:15 PM

Eu estava a cair. A cair num buraco gigante. Tentava gritar mas não saia nenhum som da minha garganta. Até que os meus olhos abriram-se num clarão.
- Foi só um pesadelo, Austin... Está tudo bem! - Dizia-me a minha irmã Rydel enquanto me abraçava. Eu respirava rápido demais fazendo a minha cabeça andar á volta.
- Então, maninho? - Perguntava o meu irmão mais velho, o Riker, preocupado.
Quando comecei a recuperar notei que os meus 4 irmãos olhavam para mim. Sim eu tinha 4 irmãos. O Riker, a Rydel, o Rocky e o Ryland. Eu era o quarto filho dos meus pais, tinha 16 anos enquanto o Ryland tinha 14. Os outros três já eram mais velhos.

- Austin...? Temos de ir vestir-nos... - Disse o Ryland com a cabeça baixa num sussuro.
Engoli seco e olhei os mais velhos. Este ano eu era o mais velho na colheita, o do Rocky foi o ano passado.

- Vai correr bem, Austin. - Tentou me acalmar o Riker - Em 11 anos nenhum de nós foi escolhido... Nem agora nenhum de vocês vai.
Eu sorri-lhes tentando ser forte e levantei-me da cama.
- Anda Ryland, vamos nos despachar - Peguei o meu irmão pela mão indo para a "casa de banho" que era mais uma sala com um alguidar de agua.
O resto da manha correu rápido. Como um borrão na minha mente, e quando dei por mim estava com o meu irmão mais novo á espera de ser-mos registados.

P: A seguir!
Olhei o Ryland e abracei-o.
- Boa sorte, irmãozinho.
- Para ti tambem, Ás... - Ele tentou sorrir mas eu conseguia ver que ele estava quase a chorar.
Olhei para o palco e vi uma maquineta estranha. Fomos avançando em filas e as raparigas sentaram-se dentro daquilo, e em segundos aquilo rodou e rodou e rodou. Até uma sair disparada. Ela era a escolhida.

.

BY [Somente administradores podem ver este link] FOR [Somente administradores podem ver este link]
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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Ceffey Jensden em Ter Set 25, 2012 10:29 am


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You and I together it just feels so right

Era um lindo dia naquela manha eu acordava mais cedo que o normal por que era dia de colheita e me arrumava,pegava um pão na cesta e depois eu saia seguindo para a praça principal junto com os jovens de 12 a 18 anos onde lá escolheriam os tributos da 101ª edição dos jogos vorazes no caminho eu pensava - 'Como pode todo ano ter que ver pessoas do seu distrito morrendo em rede mundial'-eu em seguida continuava andando até a praça com os meninos e as meninas do meu distrito chegando lá ia para onde se encontrava os outros meninos do distrito como já era minha 6 vez que estava ali já estava acostumado com aquilo tudo depois de um tempo esperando uma mulher de cabelos brancos com mechas amarelas começo a fala - Mais um Ano de Colheita antes de selecionarmos os tributos passarei esse breve vídeo para vocês - depois que a mesma falava isso subia um telão e começava a passar um vídeo o mesmo vídeo que eu já tinha assistido em todas as outras vezes que eu estive ali eu olhava para o telão vendo o vídeo depois do vídeo eu olhava para o lado e via uma pessoa que era muito especial para min e dizia para a mesma - Boa Sorte tomara que esse ano agente não seja escolhidos novamente né-a mesma em seguida dizia - Boa sorte para você também e que a sorte esteja com você -eu depois me despedia da mesma e me virava para o palco onde a mulher de mechas amarelas dizia-Vamos Começar pelas meninas-depois de um tempo com a roleta girando dizia o nome da menina e em seguida a mesma dizia - Agora os meninos -em seguida quando a roleta estava começando a gira eu estava suando frio e torcendo para não cair meu nome e assim a sorte estava lançada.
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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Blair H. Michaelis em Ter Set 25, 2012 4:08 pm




i don't wanna die alone!

Morte. Como eu poderia explicar o que essa palavra traz à minha mente? Temos uma vida ótima no distrito 2 comparada a dos outros distritos, e somos os queridinhos da capital. Morrer é julgado mais simples que viver, e muito mais fácil de acontecer quando se é um tributo. "Malditos Jogos Vorazes" repetia minha mãe logo quando acordei. Podia ouvir os ecos de sua voz de alguns cômodos de distância, e aquilo me fez lembrar que o inesperado dia havia chegado. Era dia da colheita, e eu como carreirista, treinava para os jogos a anos, desde os oito especificadamente, porém, meu nome nunca fora sorteado. Era a penúltima vez que viveria aquele inferno. E garanto que você não sabe o quanto é horrível cogitar ser escolhido para matar pessoas tão inocentes quanto você, e morrer de uma forma brutal sendo transmitida pela televisão a vários distritos, inclusive ao seu. Não, você não sabe com é se não vive em Panem.
Lavei meu rosto rapidamente tentando expulsar os péssimos pensamentos que tive desde então, e segui para a cozinha. Minha mãe gostava de fingir que era um feriado normal e de que não havia a mínima hipótese de outra pessoa da nossa família ser um tributo toda vez eu estava por perto. Tentava me enganar com isso desde que minha irmã morrera nos jogos. E meu pai está sempre trabalhando, e quando tem tempo de sobra, bebe impiedosamente. A única pessoa de minha família na qual eu apostava era Jonah, meu irmão de 7 anos, doce e gentil, totalmente o contrario de mim. Tomei meu café da manhã, minha família já estava pronta para me acompanhar para a colheita. Arrumei-me apressadamente colocando um vestido preto que preparara para a ocasião e seguimos o caminho.
O distrito 2 se acumulava na praça, obviamente, o local da colheita. Dei um abraço forte em meu irmão, ele pareceu um tanto preocupado. – Ei, eu volto pra casa daqui umas horas querido. Tudo vai dar certo como das outras vezes. – Disse com um leve sorriso a ele, bagunçando seu cabelo, e claro, aparentando mais confiança do que realmente sentia. Segui apressada entre as outras pessoas, até chegar aos jovens de 12 a 18 anos.
Durante longos e intermináveis minutos o prefeito discursou sobre a história de Panem, que já estávamos todos cansados de ouvir, e depois disso, passou a palavra a mulher de roupas indiscretas da capital. – Feliz Jogos Vorazes! E que a sorte esteja sempre a seu favor. – Ela dizia a mesma frase tola todos os anos. Como alguém poderia desejar “Feliz Jogos Vorazes”? Somente alguém da capital que nunca precisou escutá-la seria capaz de tamanho absurdo.
Uma roleta russa. Esse seria o método usado para selecionar os infelizes tributos deste ano. – Como sempre, primeiro as damas! – Exclamou a mulher mostrando um largo sorriso no rosto, e doze tiros foram disparados. Comecei a suar frio, e não consegui ouvir mais nada ao meu redor. Prometi a mim mesma que se fosse para os jogos, voltaria para minha desequilibrada família. Voltaria para Jonah que agora estava na ponta dos pés tentando me enxergar em meio a multidão.
Então a grande arma que se localizava entre nós, garotas do distrito 2, começou a girar, e assim sucessivamente durante tempo suficiente para que eu perdesse o controle dos meus nervos e começasse a tremer. A sensação toda vez que passava por mim era quase insuportável. Ela girou e girou, até que por fim, parou.


soo save me from myself

TANKS BEECKY, AT OOPS!


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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Anabeth Chelly Baudelaire em Ter Set 25, 2012 5:55 pm


You shoot me down but I won't fall... I am titanium!



Acordei meio tonta. Parecia estar fora de mim, perambulando por toda a casa. Talvez fosse um tipo de sonambulismo. Mas não, eu estava apenas passando mal e não sabia o que fazer para parar com aquela dor intensa em todo o meu corpo. Mal podia andar, por isso debrucei-me na parede, até finalmente chegar à cozinha. Beberiquei um copo de água e molhei meu rosto com que sobrou no fundo do copo. Olhando pela janela pude ver o sol nascendo, ele trazia mais uma vez a luz, a luz daquele sombrio dia, ao qual todos deviam se submeter a colheita. Provavelmente todas as minhas dores haviam se originado da tensão sofrida a noite. Meus sonhos, ou melhor, meus pesadelos atormentaram minha mente a ponto de me deixar completamente suada, revirando, de um lado para o outro, durante toda a noite. Tentei dispersar as lembranças, nada agradáveis, da noite passada e assentei-me em uma das cadeiras de madeira, novas, que minha mãe havia comprado no domingo passado. Apesar de nossa situação financeira, finalmente agradável, evitávamos ter gastos desnecessários. Porém, as antigas cadeiras necessitavam realmente ser trocadas. Triste, era a palavra que poderia me descrever naquele momento. Vendo mamãe descer a escada, não queria despedir-me novamente dela. Não queria deixar aquela pequena casinha do distrito 2, não queria deixar de ver aquela linda e vasta floresta perto de casa, onde toda tardezinha ia caçar. Mas principalmente não queria deixar todos aqueles que amava, mesmo alguns não sabendo do meu completo sentimento. - Bom dia mamãe. Espero que tenha tido uma ótima noite. E ai o que temos para o café da manha de hoje? Disse tentando disfarçar minha ansiedade e minha preocupação. Seu olhar parecia compreender minha tentativa de anima-la. Tentou, porém vi uma lagrima escorrer de seu rosto tão sofrido. Não a decepcionaria se fosse sorteada a tributo feminina do meu distrito. No entanto, pensamento positivo era meu lema, não queria ir para a arena. Matar? Eu poderia até matar, mas preferia o conforto de minha casa, e o abraço de meus queridos pais. Alguns minutos se passaram, e minha fome só aumentando. O café estava quase pronto. Um bom café passado na hora, pães, algumas bolachas recheadas e uma gostosa salada de frutas. Enquanto esperava o café comi um pote de salada de frutas, e umas bolachinhas. Quando mamãe terminou de passar o café, peguei uma xícara enorme e deliciei-me com aquele café, que só mãe sabe fazer. Parece que tem um sabor mais do que especial, adorava a companhia de minha mãe. Olhei para o relógio e percebi meu grande atraso. Chegando em meu quarto, um sorriso se estampou em meu rosto. Um lindo vestido cor de rosa, aquele bem bebê chiclete, me esperava. Tomei um banho bem tomado, penteei meu cabelo, prendendo somente minha franja para trás e por fim coloquei aquele lindo vestido. Meu olhar era naturalmente encantador, por isso evitava passar qualquer tipo de maquiagem. Chegando a porta, olhei para a sala, com um ar de saudade e chamei minha mãe. Infelizmente era a hora da despedida. - Mãe, eu te amo muito, e independente do que aconteça hoje, sempre estarei aqui, com você!- disse abraçando-a bem forte e apontando para o seu coração. Emocionante, é foi um momento deverás emocionante. Contudo, o momento mais emocionante ainda estava por vir. Na capital, na colheita, no sorteio dos nomes. Chegando ao local, peguei uma enorme fila. Todos pareciam confusos e um pouco atrasados, talvez, pela mudança na colheita daquele ano. Parecia ontem que os jogos na arena lua haviam acabado. Mas não, quase um ano já havia se passado, para pesar de inúmeras famílias. Já na bancada, aquele costumeiro processo de conferencia de presença não me preocupou, uma pequena picada de agulha já não era mais minha aflição principal. Fui para a ala das meninas, e logo um daqueles esquisitões da capital deu iniciou a colheita. O vídeo mais chato do universo, sim, era aquele vídeo sobre a rebelião, ao qual todos nós já devíamos saber de cor. Terminada a chatisse inicial, finalmente, ou infelizmente, era chegada a hora da verdade. Quem seriam os tributos do distrito 2? Apesar de sermos todos carreiristas, e sempre termos mais chances de vencer os jogos, a agonia era total. Primeiro as meninas, cavalheirismo de nada serviria na hora de matar ou morrer, pensei. Em fila indiana uma a uma subimos ao palco. Gatilho, arma, coisas estranhamente diferente. Tudo começou a rodar, não somente a mira, nem as "balas", mas a minha cabeça e meus pensamentos alternados de querer ou não representar meu distrito.




Anabeth falou com sua mãe, a respeito da colheita. Ela está vestida [Somente administradores podem ver este link] e está escutando Give Your Heart A Break - Demi Lovato.

Thanks, Dricca - [Somente administradores podem ver este link] e [Somente administradores podem ver este link]
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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Leonard Shopenravner em Ter Set 25, 2012 7:28 pm

No momento de vigília, há aquela sensação de mescla entre os mundos real e onírico. O que é verdadeiro? Aquela silhueta feminina formada pelo contraste de seu corpo com a esfera lunar que ocupava todo o horizonte realmente estava ali? Deveria estar. Seu cheiro que se estendia por toda a rua inóspita e soturna, chegava de encontro ao rosto de Leo como um golpe ardente e seco. Atiçava sua fome. Seus instintos mais primitivos. Sua sexualidade. Ele não conhecia a mulher, ou ao menos assumiu isso. Aquele cheiro... Sim, estaria marcado em sua memória, se a conhecesse. Mas a rua, ele conhecia aquela rua. Era a rua em que morava, porém, estava desenvolvida. O chão de terra batida já não estava mais lá e, em seu lugar, um tapete de asfalto deslizava de seus pés ao infinito. As casas ao seu redor estavam limpas, pintadas, cuidadas. As plantas já não mais mendigavam a terra, estavam verdes e com traços vitais. Era como uma visão ideal de o lugar aonde morava.

O céu escureceu repentinamente. Leo não conseguia se mover, mas com certeza sentiu quando algo estalou em seus braços. A rua foi sendo pontilhada por água que escorria da abóbada celeste escura. As gotículas pareciam estar sendo jogadas para ele pelas estrelas. Seu corpo absorvia aquilo com um prazer indescritível. Era como um banho de vida. Nisso, quase havia se esquecido da mulher.

Ela, então, moveu-se vagarosamente, desferindo um passo felino e tímido. Nesse momento, a grande massa de luz prateada atrás dela ganhava um tom ígneo. Se incinerava. Aquela luz esbranquiçada e quente só não era mais penetrante que o olhar da moça, que se revelou apenas para a mente de Leo, assim que o fogo se expandiu por toda a rua, engolindo-no.

Os olhos do jovem garoto logo se abriram assustados. Mas apenas isso. Seu corpo se manteve tão estático quanto estivera em seu sonho. A luz estampada em sua face caucasiana era como um choque de realidade. Em um momento, estava no lugar mais feliz do mundo, frente à mulher mais bonita do mundo e sentindo-se a pessoa mais importante do mundo. No outro, estava de volta à sua cama desconfortável e improvisada. Abrigado por um cômodo feito de madeira úmida e partilhando o quarto com qualquer inseto que quisesse viver ali. Ou seja, estava de volta à vida miserável e real.

A coisa que mais odiava, era acordar com o sol em seu rosto. Já mencionando o fato de que era extremamente desconfortável, ainda o deixava suado e com sede. E visto suas condições de vida, não era previsível o próximo banho que tomaria ou a próxima vez que tomaria um bom copo de água. Nesses momentos, Leo desejava poder sonhar para sempre. Viver naquela rua, com água que caía do céu e sentindo o cheiro daquela mulher. Ah...

Infelizmente, sonhos não enchiam sua barriga, nem tiravam sua sede. Seu esforço fazia isso. Sua luta, sua motivação e sua vontade de viver. É até irônico pensar que um garoto de dezessete anos, abandonado no mundo e sem muitas chances para o futuro poderia ter tanta vontade de viver. Mas sua vida era guiada por um único ojetivo: Melhorar a vida daqueles que, assim como ele, tiveram aquela realidade imposta em sua vida. Sim, além de ter sido abandonado quando muito novo, ainda tivera que aprender a sobreviver totalmente sozinho. Talvez fosse egoísmo dos outros moradores do distrito, mas talvez eles apenas pensassem que um garoto fraco e ingênuo não poderia ser de grande ajuda. Não faria muita diferença. E isso Leo aceitou até muito tarde. Mas agora, já mentalmente adulto, queria provar o contrário. Provar que não existe determinismo. E que qualquer um pode fazer qualquer coisa. Mas ainda não sabia como fazer alguma coisa. Era frustante demais querer nadar contra a maré. Mas possível. E essa única palavra o motivava.

Após empurrar uma tábua de madeira que servia como porta de sua casa, saiu pelas ruas, com seus olhos ainda um pouco ofuscados pela luz solar. Às vezes apenas queria que o sol se apagasse. Ele conhecia toda a história das plantas, que produziam energia através do sol e depois liberavam oxigÊnio para os animais e bla bla bla, mas ainda assim, sentia-se vulnerável de dia. Era uma pessoa muito sozinha e o dia era como uma infestação de pessoas que pouco se importam com o que acontece ao seus redores andando para lá e para cá. Era confuso e caótico demais. A noite era perfeita. Apenas o silêncio e os seus pensamentos dialogavam. Além de não ter aquele maldito e ardente sol.

Seu distrito não tinha nada demais. Tudo era muito rudimentar e precário. As ruas sujas que contrastavam com seus sonhos. Assim como casas de tijolo exposto e até algumas outras de madeira, enfiadas em qualquer canto inabitado. Tudo isso, exceto é claro pela influência da capital. Uma enorme tela de televisão ficava presa a uma grande torre, de modo que o distrito todo pudesse vê-la e ouvi-la. Mas era muito raro ela se acender. Só era ligada quando havia uma mensagem importante da capital. Quando iam ocorrer os sangrentos jogos da fome ou quando alguém ia ser punido por eles.

Os passos de Leo eram tão preguiçosos, lentos e espaçados quanto os de um animal pastando. Ele imergia tanto em seus pensamentos, que esquecia do mundo ao redor. Se desligava dele. E foi justamente por isso, que não notou imediatamente o mutirão de pessoas altas e trajando vestes brancas. E considerando que naquele distrito, uma roupa limpa era quase tão rara quanto a própria água, dava-se para estipular o nível de distração em que o garoto se encontrava. Continuou caminhando até esbarrar numa mulher que havia parado em sua frente, tentando ouvir o que uma mulher dizia no grande monitor de plasma. Leo se desculpou com um gesto breve de sua mão e se virou. O que viu foi uma mensagem cortada. Só identificou as palavras "Colheita terá início.... Testes.....Jovens entre doze e dezessete anos" . Leo não acreditou de cara. Continou fitando a tela mesmo desligada. Como podia não ter se lembrado do único dia do ano em que alguma coisa que fugia daquela mesmice acontecia? Aquele seria o último ano em que aquele ritual estaria presente na vida do jovem.

Por um lado, isso era extremamente aliviador. Não se submeteria mais às mãos da capital. Ao menos não diretamente. As garras deles já haviam dilacerado qualquer ínfima expectativa de um futuro melhor para os moradores dos distritos. Mas será que isso era absoluto? Um pensamento tímido então surgiu de modo tão efêmero quanto se esvaiu na mente de Leo: "Será que a colheita poderia ser uma última bala no tambor da esperança.

mas não pode desenvolver suas expectativas e criar sonhos com a iminência do que ocorreria a seguir. Seu braço fora brutalmente puxado por um homem trajando vestes claras e impecavelmente limpas - o que evidenciou o fato de não ser um morador do distrito - que o arrastou sem nem ao menos troca de olhares até um grande trem. Leo fora jogado como um objeto no vagão, aonde encontrou muitos mais jovens que, assim como ele, estavam nas mãos da capital à partir daquele momento.

O fato de todos cheirarem mal e estarem extremamente sujos e machucados passou despercebido aos olhos do garoto, que só conseguia se focar nos olhares daquelas pessoas desalmadas. Mas não desalmadas por serem maldosas. Mas sim por terem tido toda a sua esperança e personalidade tragadas como um cigarro ruim pela capital. Leo sentiu uma onda de cólera naquele momento, acompanhada por determinação. Era como se começasse a sentir-se responsável por aqueles que o cercavam. Embora nem ao menos os conhecesse. Mas ele conhecia a si mesmo, à sua dor e isso bastava para fazê-lo querer que ninguém mais sentisse aquilo. Sentisse-se imponente e inútil.

Finalmente o trem parou junto às divagações do jovem. Uma fila improvisada foi formada com facilidade, considerando que nenhum dos jovens ali estava em condições para resistir. Dessa forma, em poucos instantes, todos estavam tendo seus sangues recolhidos por um aparelho eletrônico que com certeza seria objeto de extrema curiosidade, caso fosse encontrado no distrito. Leo apenas cerrou os olhos de dor quando seu sangue escorreu para um identificador, aonde seu nome apareceu em seguida.

aquilo era mágica ou ciência da capital? De qualquer forma, aquilo não importava. Aquele era o momento. Ouviu distraidamente à voz de um homem que emanava por entre todos ali presentes. Sua mente fervilhava de nervosismo e seu coração quase parou quando entrou no que parecia uma cúpula gigante. Quando notou, estava girando. E girando. E girando. O que aconteceria à seguir?
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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Bridget Wyatt Helmholtz em Ter Set 25, 2012 7:52 pm


I'm a put on a show kind of girl ?
Don't like the back seat, gotta be first, I'm like the ringleader, I call the shots

Acordei me sentindo estranhamente bem. O sol inundava o quarto, de modo que era praticamente impossível eu dormir mais. De qualquer forma, eu estava muito ligada para conseguir voltar a dormir mesmo. Levantei-me, e engoli alguns poucos grãos no café da manhã e meio copo de leite. Não era nem de longe o melhor café da manhã, mas era somente aquilo que nosso dinheiro permitia, e ainda era muito comparada às outras famílias. À mesa estavam meus pais, silenciosos, os pensamentos a mil. Eu mesma não tirava da cabeça o que estava por vir, e as preocupações que aquilo me implicava. Claro, esta era a minha quinta colheita, e eu já pusera meu nome lá umas quinze vezes no mínimo. [i]E se eu fosse sorteada este ano?[/ir] era o que se repetia constantemente em minha mente. Obviamente, não exteriorizei o pensamento para não deixar minha mãe ainda mais nervosa do que ela já aparentava estar. Ela odiava os Jogos mais do que qualquer outra coisa, perdeu seu irmão assim. Até hoje se ressente da Capital.
Mas o fato é que eu queria ir. Por mais horrível que seja, seria ótimo se eu ganhasse. Minha família finalmente teria descanso, comida a vontade, e uma casa muito melhor do que a que nos foi designada agora. Fama, dinheiro. Não posso negar que tenho certa ambição. Até andei praticando bastante após as aulas no meu quarto, minha habilidade com as facas, tentando acertar na mira. Meus alvos atualmente eram umas bonecas de quando eu era pequena, ou até mesmo pequenos lagartos. Não estava ótima, mas conseguia fazer o melhor que se consegue com uma faca de cozinha e acertei pelo menos perto do ponto que gostaria de atingir. Se eu estivesse treinando na Capital, certamente estaria afiadíssima.
Meus pais nem sonham que isso acontece, provavelmente ficariam decepcionados. Não lhes parece correto eu almejar certas coisas, não quando o perigo é alto demais, e um pequeno erro poderia significar minha morte prematura. Eles já sofreram demais.
Alterno o tempo antes da Colheita jogando cartas com um vizinho, sem nenhum interesse real na partida. Quando o relógio bateu às onze, voltei para casa para desfrutar de um almoço que mesmo depois de sair da mesa, ainda estava com fome. Pouco, bem pouco. Sem muitas palavras, tomei um banho demorado na banheira, pensando que talvez esta fosse a ultima vez que estaria tomando um banho em casa. Na verdade, todos os anos eu pensava assim. Acho que todos pensam, não é?
Quando sai enrolada na toalha, minha mãe me aguardava sentava na cama, olhando alguns desenhos que eu fizera de nós duas quando tinha dez anos. Ela guardava todos numa gaveta. Sua expressão era voraz, mas controlada. Quando me vê ela se apressa em me abraçar, e não posso deixar de retribuir. - Que tal esse? - perguntou-me, afastando-se e pegando um vestido branco de linho antigo, mas em perfeito estado. Ele era bem simples na realidade, um pouco acima do joelho e de mangas bem curtas. Colado até a cintura, rodado na barra. - Perfeito. - disse-lhe, não demorando a me vestir.
Em pouco tempo, saí para a rua, em direção à praça onde aconteceria a colheita. Um sistema estranho e curioso estava estabelecido, com duas armas gigantes que giravam para apontar para os próximos tributos do 8. Na área das garotas da minha idade, onde eu estava, todas murmuravam palavras de encorajamento entre si, de modo que permaneci calada. Minhas mãos suavam frio, eu mal me aguentava em ansiedade.

bridget wears: citado no texto music: [Somente administradores podem ver este link] humor: animada note: Ah, sei lá, ficou legal q HWUIEUIWE
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Re: 101° Hunger Games

Mensagem por Luna Stratsky em Ter Set 25, 2012 11:41 pm

FIM DA COLHEITA

Relação de tributos e descrição
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Re: 101° Hunger Games

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