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Mensagem por Devin Cornelius em Sab Dez 15, 2012 12:09 am

Kroww's House
Distrito 7






Casa antiga e simples composta por madeira de pinheiro - fora feita por meu avô. Meu pai fala que já foi bonita, porém agora não é nada mais que um monte de madeira velha caindo, que eu insisto em remendar com sobras do trabalho, ainda assim há por vezes goteiras. As janelas são grandes, com portas resistentes - eu que as coloquei. Acho que isso era a única coisa que diferenciava minha casa das diversas outras ao redor. Morava na zona periférica do distrito 7.

O interior é mais simples ainda. Só possui um único cômodo que serve para tudo. Há nossas camas que possuem dois andares - beliches -, apenas a do meu pai é separada: maior e mais confortável. A lareira fica no meio da casa, distribuindo uniformemente o calor. Mais para o canto tem uma mesa grande próximo a uma velha e encardida pia. Não há fogão ou forno, cozinhamos na lareira - geralmente gera queimadura em todas as vezes. Você deve estar se perguntando: e o banheiro? Esse fica do lado de fora, num cômodo separado e pequeno.

Alguns pouco passos a direita da porta encontramos o banheiro, também de madeira de pinheiro velha e caindo aos pedaços. No interior tem uma grande banheira de madeira e pequena lareira. Se quisermos água deveríamos tirar do poço coletivo ali perto. Se quisermos água quente deveríamos esquentar. Raramente fazíamos isso, apenas em datas especiais como casamento ou aniversário. A lenha gasta para esquentar toda aquela quantidade de água custava caro. Eu não gostava desse banheiro, já houvi pessoas que saíram para o relento após um banho e pegaram pneumonia. Infelizmente, tínhamos que tomar banho alguma hora.

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Devin Cornelius
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Re: Casa

Mensagem por Devin Cornelius em Sab Dez 15, 2012 12:25 pm

A Day
...On my silly hard life...


Vejo-me acordado naquela cama de cortiça de pinheiro rolando impacientemente de um ladro pro outro, fazendo com que o fino pano que a cobre deslocasse-se ao chão. Sim, aquele é meu colchão. As poucas horas de sono duram menos do que devem. Minhas olheiras denunciam a rotina árdua. Afinal, antes do expediente como lenhador deveria ir à floresta pegar alguns animais e frutos. Isso é perigoso, uma vez que os animais mais perigosos caçam naquele horário, assim sendo, não deixava que minhas irmãs entrassem comigo - apenas nas caças de domingo à tarde.

Não demora muito para que Violet viesse me acordar com um carinhoso beijo na testa seguido de um delicioso chá de hortelã. Era devido a isso que ficava rolando na cama. Finjo estar dormindo para receber esse beijo, não poderia levantar-me sem ele. Ela é a irmã do meio, e muito similar a mim: cabelos negros encaracolados e olhos azuis. A similaridade não para por ai. Violet parece se inspirar em mim: levanta cedo, trabalha duro e cuida de Lily quando não estou. Talvez ela saiba que eu posso partir - não por querer - e a responsabilidade cairá em seus ombros.

"Como consegue fazer um chá tão bom com aquelas folhas velhas e secas?", digo tentando alegrá-la, era o mínimo que poderia fazer para agradecê-la. Sua resposta era um sorriso espetacular - não sei como ela conseguia sempre fazer um sorriso tão autêntico para o mesmo elogio.

Antes de partir ajudo Violet a preparar o duro pão de forma feito dos tesserae. Eu sabia colher grãos, frutas e folhas como ninguém, no entanto, ela era muito mais experiente em prepará-los do que eu. Aquele era um dos momentos divertidos em nossa vida. Minha irmãzinha tentava a todo custo ensinar-me o jeito de misturar e bater os ingredientes e eu fazia tudo errado. Não que eu realmente fosse um desastre, até conseguiria prepara sozinho, porém é divertido ver ela feliz ao tentar me ensinar as coisas. Isso com certeza faz bem a ela - e a mim também, claro.

Ao fim, quando finalmente partirei à floresta, vejo minha mãe acordada nós observando - ela esgueira-se como uma raposa, e isso me irrita, aliás, tudo que ela faz irrita-me. Ela tenta uma aproximação comigo, dando algumas dicas para meu progresso no preparo, contudo, esse era meu momento com a VIOLET. Ela não pode simplesmente intrometer-se sem ser convidada. Não pode estragar esses momentos felizes. Por isso, respondo rispidamente com um "ok" seco. Isso deixava Violet chateada - eu sei que ela queria que eu fosse divertido com eles, do mesmo modo que eu sou com ela e com Lily, mas não é tão fácil.

Violet costuma me acompanhar até a floresta e me esperar, mas não permito que entre. Na verdade, eu preferia que ela ficasse em casa para tomar conta de Lily, pois minha mãe dificilmente preocuparia-se com ela após meu pai acordar. Entretanto, ela insiste tanto que sempre permito - e porque sei que Lily ainda demoraria para acordar, então ela estaria consideravelmente segura dormindo. Eu também gosto da companhia de Violet, e ela me ajuda a carregar o peso do que trago - obviamente eu não a deixo levar muita coisa, o que a deixa irritada e me faz ri, deixando-a mais irritada ainda, mas não é uma irritação ruim, é algo divertido entre irmãos.

"Vamos rápido, já estou atrasado!", realmente estava, mas a pressa deixava minha irmã destrambelhada. Eu parto primeiro e ela me segue aos gritinhos com dois pedaços de pão na mão: um para mim e outro para ela. Minha mãe olhava-nos com um certo egoísmo, não queria nós deixar partir com aqueles dois pedaços. Seriam menos dois pedaços no estômago dela e no do meu pai. Ódio corroía meu corpo, mas esqueço-o neste momento. Na floresta me sentiria livre de tudo, ou se quase tudo: o amor e preocupação com minhas irmãs nunca sairia de mim - eu não deixaria.

Tanks!



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